PUBLICIDADE

Cearenses estão entre vítimas de tráfico humano resgatadas no Nordeste

Um grupo de 22 mulheres foi resgatado de uma rede investigada por exploração sexual, tráfico de pessoas e submissão a condições análogas à escravidão em estados do Nordeste. Entre as vítimas, a maioria é cearense, segundo informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A Operação Donos da Noite foi realizada entre os dias 10 e 16 de junho e teve como alvo uma organização criminosa que administrava estabelecimentos onde as trabalhadoras eram exploradas. A ação foi coordenada pela Auditoria Fiscal do Trabalho, vinculada ao MTE.

Durante as diligências, quatro vítimas foram encontradas em Pernambuco e outras 18 na Paraíba. Conforme o ministério, as mulheres haviam sido deslocadas de seus locais de origem para atuar nos estabelecimentos fiscalizados.

Cearenses estão entre vítimas de tráfico humano resgatadas no Nordeste
Foto: Divulgação/Polícia Federal

As inspeções realizadas pelos auditores fiscais identificaram estratégias utilizadas para restringir a liberdade das trabalhadoras. Entre elas estavam o controle de dívidas e a transferência obrigatória entre diferentes locais administrados pelo mesmo grupo criminoso.

Relatos colhidos ao longo da operação também apontaram episódios de violência e outras violações de direitos humanos. As ações ocorreram nos municípios de Goiana (PE), Nova Cruz (RN), Guarabira, Pedro Régis e Alagoa Grande (PB).

No decorrer das investigações, uma mulher foi apontada pelo MTE como líder da organização responsável pelos estabelecimentos onde as vítimas foram localizadas. Ela foi formalmente notificada pela Auditoria Fiscal do Trabalho em razão da caracterização de trabalho em condições análogas à escravidão.

Como resultado da operação, foi determinada a interrupção das atividades dos estabelecimentos fiscalizados. Também foram adotadas medidas para garantir o pagamento das verbas trabalhistas, o retorno das vítimas aos seus locais de origem e o acesso à proteção social.

Além da atuação do Ministério do Trabalho e Emprego, a força-tarefa contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública da União (DPU). Em balanço da ação, o MTE destacou que a integração entre os órgãos envolvidos foi fundamental para identificar as vítimas, reunir provas, responsabilizar os envolvidos e assegurar assistência imediata às mulheres resgatadas.

Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.

Compartilhar: