A política de incentivo à reindustrialização Nova Indústria Brasil (NIB) terá um reforço de R$ 140 bilhões até o fim deste ano. O recurso eleva o volume total de investimentos do programa para R$ 750 bilhões desde 2023. A oficialização ocorreu nesta segunda-feira (22/06).
O novo pacote envolve aportes de diferentes instituições públicas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) responde por R$ 102,5 bilhões, enquanto a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, participa com R$ 37,5 bilhões.
Fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais estão entre os setores priorizados na destinação dos investimentos. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a instituição tem desempenhado papel decisivo na retomada do investimento industrial no país.
“A indústria teve um saldo extraordinário, nós interrompemos aquela desindustrialização prematura, estamos renovando, relançando a indústria, que é o carro-chefe, voltou a ser o principal setor de financiamento do BNDES. Não era assim, agora é”, declarou.

Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou o efeito multiplicador do programa sobre a iniciativa privada. Para ele, o BNDES atua como mecanismo de estímulo e organização de investimentos privados em áreas estratégicas da política industrial.
Uma das novidades apresentadas durante a programação foi o Portal Investe Indústria Brasil, iniciativa desenvolvida com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A plataforma permitirá que empresas registrem projetos e apontem dificuldades que impactam sua execução.
Na área de inovação, BNDES e Petrobras firmaram parceria para cooperação em pesquisa e desenvolvimento voltada a minerais críticos e estratégicos, considerados essenciais para cadeias ligadas à transição energética e ao setor de óleo e gás. O acordo prevê compartilhamento de dados e análise de gargalos tecnológicos.
De acordo com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a estatal pretende ampliar sua presença no segmento de minerais estratégicos, com o objetivo de integrar cadeias globais de fornecimento e desenvolvimento tecnológico.
“O Brasil tem uma posição privilegiada nesse contexto, e a gente quer participar disso. Queremos no Brasil uma cadeia global de fornecimento. Queremos a Petrobras participando dessa cadeia global”, afirmou.
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