O cumprimento das metas previstas pelo Governo Federal para 2025 ficou abaixo do planejado, segundo avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU). Em relatório sobre as contas, a Corte apontou que as agendas de Saúde e do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tiveram os piores resultados entre as áreas analisadas.
Na Saúde, apenas 16,7% dos objetivos específicos alcançaram os resultados esperados no ano. O TCU destacou que programas considerados estratégicos, como Atenção Primária à Saúde e Atenção Especializada à Saúde, tiveram desempenho limitado, apesar de concentrarem R$ 163 bilhões em recursos previstos, cerca de 63% do orçamento destinado à área.
O Novo PAC também apresentou baixa execução das metas. Conforme o relatório, somente 23,1% das entregas planejadas foram alcançadas em 2025, índice inferior à média geral do Plano Plurianual, de 44,8%. No programa de Transporte Rodoviário, que recebeu R$ 12,5 bilhões autorizados no orçamento, apenas 20% das metas foram cumpridas integralmente.

Entre as áreas avaliadas, a Educação Básica registrou o melhor desempenho no cumprimento de objetivos específicos, com 58,3% das metas atingidas. Já o Meio Ambiente apresentou o maior percentual de entregas realizadas, com 58,45%.
O tribunal também identificou diferença entre a disponibilidade de recursos e a execução efetiva de algumas políticas públicas. Na Educação, por exemplo, 98% dos investimentos foram empenhados, mas apenas 35% chegaram a ser liquidados em 2025.
Segundo o TCU, mais da metade das metas de entrega analisadas (50,8%) enfrentou algum tipo de restrição. A principal dificuldade apontada foi a insuficiência orçamentária, seguida por problemas como falhas de implementação, baixa capacidade técnica de estados e municípios, atrasos em cronogramas e limitações operacionais.
A Corte ainda destacou a influência da aprovação tardia do Orçamento de 2025, que reduziu o tempo disponível para execução dos recursos, além da crescente dependência de emendas parlamentares para o cumprimento de ações governamentais. Na avaliação do TCU, as dificuldades resultaram em atrasos, execução parcial e não entrega de serviços e obras previstas, incluindo ações de saúde abaixo do planejado e projetos de infraestrutura incompletos.
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