O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (16/07) a criação de um programa de apoio para empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço de 25% aplicado pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A medida ainda não teve detalhes divulgados, mas deve incluir ações de diversificação de mercados e reforço de mecanismos de proteção aos setores exportadores.
Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, a iniciativa será estruturada em diferentes frentes e deve ampliar o Programa Brasil Soberano, criado para auxiliar empresas impactadas pelas medidas comerciais norte-americanas.
“A prioridade do governo é atender e apoiar setores atingidos pela injusta tarifa”, afirmou o ministro. De acordo com o Mdic, cerca de 2.400 empresas exportadoras podem ser afetadas pela nova sobretaxa, principalmente dos segmentos de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, cerâmica, calçados e açúcar.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo ainda não definiu o valor dos novos recursos destinados ao programa. Segundo ele, o montante deverá ser inferior ao anunciado anteriormente e será estabelecido após reuniões com os setores atingidos.
Em março, o governo já havia anunciado uma linha de crédito de R$ 15 bilhões para auxiliar empresas prejudicadas pelas tarifas. Os recursos foram aprovados pelo Senado neste mês e são administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“O programa está gerando efeitos, o que vamos fazer é recalibrar”, explicou Durigan. Ele afirmou ainda que as medidas serão adotadas com manutenção dos compromissos fiscais e que os mecanismos de apoio já existentes serão reforçados.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) classificou a iniciativa como um programa de apoio aos setores afetados. Além do suporte financeiro, o governo pretende ampliar a diversificação dos destinos das exportações brasileiras. Segundo o Mdic, a participação dos Estados Unidos nas vendas externas do Brasil caiu de 12,4% para 9,4% desde o início do processo de busca por novos mercados, iniciado após o primeiro tarifaço.
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