PUBLICIDADE

Quem fiscaliza os candidatos? MP cobra atitude dos partidos contra facções

 

A influência do crime organizado nas eleições voltou ao centro do debate político no Ceará. Às vésperas das convenções partidárias, o Ministério Público Eleitoral recomendou que os partidos adotem medidas internas para impedir que pessoas com ligação com facções criminosas disputem as eleições de 2026.

O documento orienta que filiados com notório envolvimento com organizações criminosas não participem das convenções partidárias e, caso sejam escolhidos, não tenham seus nomes encaminhados para registro de candidatura na Justiça Eleitoral.

A recomendação também sugere que os partidos reforcem os mecanismos de controle sobre seus filiados, com exigência de certidões criminais, criação de comissões de ética e análise do histórico social, patrimonial e de possíveis vínculos com organizações criminosas. O objetivo é evitar que facções utilizem as estruturas partidárias para influenciar o processo eleitoral.

Na prática, o Ministério Público busca transferir parte da responsabilidade para os próprios partidos, que passam a ser cobrados por uma fiscalização mais rigorosa na escolha de seus candidatos. A aplicação dessas medidas, no entanto, já desperta debate entre especialistas, principalmente sobre quais critérios poderão ser utilizados para caracterizar um “notório envolvimento” com facções criminosas.

 

 

Compartilhar: