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Agosto Dourado: veja como manter amamentação após volta ao trabalho

O retorno ao trabalho após a licença-maternidade pode dificultar a continuidade da amamentação, especialmente quando a mulher permanece muitas horas longe do bebê. Segundo o Ministério da Saúde, mães que trabalham fora de casa enfrentam mais obstáculos para manter o aleitamento.

Agosto Dourado: veja como manter amamentação após volta ao trabalho
Foto: Divulgação

A enfermeira obstetra Miriam de Souza Santos Silva orienta que a preparação comece cerca de 15 dias antes da volta às atividades, com aprendizado da ordenha e início do armazenamento do leite. “O retorno ao trabalho pode ser emocionalmente desafiador e a rotina pode interferir na amamentação, principalmente se a mãe passa muitas horas sem amamentar ou ordenhar. O mais importante é manter o estímulo das mamas e buscar apoio”, afirma.

Como fazer?

O leite humano cru pode ser mantido por até 12 horas na geladeira e até 15 dias no freezer ou congelador. O recipiente deve ser de vidro, com boca larga e tampa plástica que feche bem, além de estar devidamente higienizado. A orientação é ferver frasco e tampa por 15 minutos e deixar secar naturalmente, com a abertura voltada para baixo. No ambiente profissional, o leite deve permanecer refrigerado e ser transportado para casa em recipiente térmico com gelo.

O descongelamento deve ser feito previamente na geladeira e o aquecimento em banho-maria sem contato direto com o fogo. Vale destacar que o uso de micro-ondas não é recomendado devido ao risco de aquecimento desigual. Após o aquecimento, o recipiente deve ser movimentado suavemente para misturar a gordura separada.

Agosto Dourado: veja como manter amamentação após volta ao trabalho
Foto: Reprodução

Para oferecer o leite ao bebê, a orientação é evitar mamadeiras e chupetas, que podem interferir na amamentação, e utilizar copinhos específicos. O Ministério da Saúde também recomenda que a trabalhadora verifique as condições disponíveis no local de trabalho para a ordenha e conservação do leite, como salas de apoio à amamentação.

Rede de apoio

Além da organização da rotina, o suporte familiar, profissional e empresarial é considerado importante para a manutenção do aleitamento. Empresas podem disponibilizar espaços limpos, reservados e adequados para a ordenha e o armazenamento do leite.

A legislação brasileira também garante direitos à trabalhadora que amamenta: conforme o artigo 396 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), até o bebê completar seis meses, são assegurados dois descansos especiais de meia hora durante a jornada para amamentação, com os horários definidos em acordo individual entre empregada e empregador. Para Miriam, informação e planejamento são fundamentais para conciliar as atividades profissionais com o aleitamento.

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