PUBLICIDADE

Petrobras recebe aval do Ibama para perfurar três novos poços

Três novos poços exploratórios poderão ser perfurados pela Petrobras em águas ultraprofundas na costa do Amapá. A autorização foi concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), conforme documento assinado na quinta-feira (03/09) e obtido pela Reuters na última sexta-feira (04/09).

A medida representa mais uma etapa da campanha de exploração da Margem Equatorial, região considerada estratégica pela estatal para ampliar suas reservas. Os poços deverão ajudar a determinar se a recente descoberta de petróleo feita pela empresa na área possui condições de exploração comercial.

Com a licença, a Petrobras terá 30 dias, a partir do recebimento do documento, para apresentar um cronograma atualizado das perfurações. Entre as exigências estabelecidas para a manutenção da autorização está ainda a atualização da análise de riscos ambientais relacionados ao projeto.

Petrobras recebe aval do Ibama para perfurar três novos poços
Foto: Ricardo Moraes/Reuters

O potencial de produção da área também é apontado como um dos fatores que sustentam o interesse da companhia. Caso a descoberta seja considerada comercialmente viável, a produção de petróleo poderá começar em até sete anos, segundo estimativa apresentada anteriormente pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

No mês passado, o presidente Lula (PT) comemorou a descoberta e, dias depois, esteve no Amapá para destacar a importância do resultado. Na ocasião, classificou o petróleo encontrado como um “passaporte para o futuro deste país”.

As perspectivas de exploração, porém, permanecem acompanhadas de discussões sobre os possíveis impactos ambientais. A expansão da atividade na costa amazônica divide opiniões dentro do governo federal, enquanto a Petrobras argumenta que precisa recompor suas reservas de petróleo.

Geologicamente semelhante a áreas onde a ExxonMobil desenvolve grandes campos petrolíferos na Guiana, a Margem Equatorial é considerada pela Petrobras sua fronteira exploratória mais promissora. A região se estende pela costa norte e nordeste do Brasil e concentra parte dos esforços recentes da estatal em busca de novas reservas.

Preocupações ambientais ganharam força após um episódio registrado no início deste ano, quando houve vazamento de fluido durante a perfuração do primeiro poço. O caso provocou apreensão entre povos indígenas sobre os possíveis efeitos de um eventual aumento da exploração petrolífera em um estado que mantém grande parte de seu território coberto por áreas preservadas da floresta amazônica.

Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.

Compartilhar: