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Uso prolongado do celular preocupa especialistas por efeitos na visão

A exposição prolongada a celulares e tablets pode contribuir para o aumento de casos de olho seco entre crianças e adolescentes. O problema está relacionado à redução da frequência do piscar durante o uso das telas, o que favorece a evaporação das lágrimas e compromete a lubrificação da superfície ocular. A situação tem sido observada com maior frequência em consultórios de oftalmologia pediátrica.

Caracterizado pela lubrificação insuficiente dos olhos, o olho seco pode ocorrer tanto pela produção inadequada de lágrimas quanto pela evaporação excessiva. Entre os sintomas estão sensação de areia nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada.

Uso prolongado do celular preocupa especialistas por efeitos na visão
Foto: Reprodução

O alerta ganha maior importância entre os adolescentes, que costumam permanecer mais tempo diante das telas. Além das atividades escolares realizadas em tablets e computadores, o celular ocupa parte significativa dos momentos de lazer. O uso do aparelho também costuma ocorrer dentro do quarto, muitas vezes em ambientes com pouca ou nenhuma iluminação, o que representa um fator adicional de preocupação para a saúde ocular.

Diante desse cenário, especialistas ressaltam que não é possível simplesmente eliminar o contato de crianças e adolescentes com os dispositivos eletrônicos, já que eles também fazem parte da rotina escolar e social. A recomendação, portanto, é estabelecer limites para reduzir o tempo de exposição. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que crianças acima de seis anos e adolescentes utilizem telas por, no máximo, duas horas por dia.

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