
Os debates eleitorais promovidos pelos grupos de comunicação tem ganhado outro tom na última década. Os encontros ganharam uma nova característica e mudanças de formato que os veículos passaram a produzir a partir de 2022.
Emissoras como a TV Globo, adotam um regimento no qual os candidatos interagem sem intervenção do mediador, com o confronto direto entre os postulantes a cargos do Executivo, como Governador e Presidente da República.
Esse modelo vem sendo replicado em outros meios tradicionais, como a TV Bandeirantes, e até veículos locais no Ceará, como o Sistema Verdes Mares.
Em análise no programa “Noite Eleitoral”, o cientista político Elias Tavares comenta sobre esses encontros entre candidatos e como o desempenho de cada um deles vem alterando.
“Infelizmente, hoje a gente tem um cenário e isso, não é só nessa eleição. Já vai fazer uma década que a gente tem uma polarização cada vez mais exacerbada, onde não existe o diálogo de ideias, a discussão. Existe o combate, não existe debate mais. Ou seja, ninguém debate pauta, ninguém debate ideias, estratégias”, explana Elias.
Segundo ele, os candidatos hoje estão em defesa de seus nomes, deixando de lado as propostas e ideias de plano de governo, em razão da alta polarização que cresceu na última década.
“As pessoas vão mais pro enfrentamento, pra defender muito mais a sua causa do que ouvir a do outro e tentar chegar no meio-termo. Então, o debate, ele perdeu um pouco essa característica. Agora, os debates, frente a frente, eles são elementos importantes”, conclui o cientista.
A análise de Elias Tavares, você acompanha na íntegra na TV ANC, no YouTube, e de segunda a sexta às 20h, o balanço do dia das Eleições no Ceará e a corrida ao Planalto, no “Noite Eleitoral”.

