Uma condenação de 58 anos e oito meses de prisão foi aplicada a Marcílio Alves Feitosa, conhecido como “Tranca”, pelo Tribunal do Júri, nesta quarta-feira (16/09). O réu foi considerado responsável por ordenar as mortes da ex-companheira e da ex-sogra, em Fortaleza. As teses apresentadas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) foram acatadas pelos jurados.
O duplo homicídio ocorreu em 19 de fevereiro de 2013, no bairro Quintino Cunha. Na ocasião, homens contratados por Marcílio arrombaram o portão da residência e executaram as duas mulheres. Conforme a acusação, o crime foi motivado pela não aceitação do término do relacionamento. A mãe da ex-companheira também foi morta ao tentar impedir a execução da filha.

Pela decisão do júri, os dois homicídios foram considerados duplamente qualificados, em razão de motivo torpe e do uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. A acusação foi conduzida por promotores de Justiça do Grupo de Apoio ao Júri (Gajuri), que atuam na 1ª Vara do Júri de Fortaleza.
Atualmente, o condenado está preso em uma penitenciária de segurança máxima, onde já cumpre pena por outros crimes. Ele é apontado como um dos chefes, no Ceará, de uma facção criminosa de origem paulista.
Entre os procedimentos recentes que envolvem Marcílio está a Operação “Mensageiros do Crime”, deflagrada em junho deste ano pelo MPCE, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A investigação buscou desarticular uma estrutura de comunicação que utilizava advogados para intermediar mensagens e transmitir ordens de lideranças de organizações criminosas presas para integrantes das facções dentro e fora do Ceará.
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