PUBLICIDADE

Entidades do setor de apostas recorrem ao STF contra MP que proibiu bets

O pedido para suspender a medida provisória que proibiu as bets no Brasil foi apresentado nesta segunda-feira (28/09) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). As entidades querem que as regras anteriores à MP continuem valendo até uma decisão definitiva do Supremo ou uma nova deliberação do Congresso Nacional. 

Desde a assinatura da medida pelo presidente Lula (PT), na sexta-feira (25/09), estão proibidas em todo o país a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa. As plataformas também ficaram impedidas de receber novas apostas. Para as associações, a mudança ocorreu de forma abrupta e pode causar prejuízos bilionários às empresas que fizeram investimentos com base no marco regulatório do setor, sancionado em 2023. 

Entidades do setor de apostas recorrem ao STF contra MP que proibiu bets
Foto: Reprodução

Entre os argumentos apresentados ao STF está a alegação de que a MP não atenderia aos requisitos de urgência necessários para justificar a adoção desse instrumento. As entidades também destacam que o próprio governo havia encaminhado ao Congresso um projeto para regulamentar as apostas online, posteriormente aprovado e transformado no marco legal do setor. Atualmente, ao menos três ações no Supremo questionam essa legislação. 

A relatoria do pedido ficou com o ministro Luiz Fux, que deverá decidir se analisa a questão individualmente, com posterior referendo do plenário, ou se encaminha o caso diretamente para julgamento pelos demais ministros. Antes de uma eventual decisão, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) devem se manifestar. A AGU pediu nesta segunda-feira prazo de pelo menos 72 horas para apresentar sua posição. 

Com validade inicial de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, a MP precisa ser aprovada pelo Congresso para continuar em vigor. Ao anunciar a medida, Lula classificou as casas de apostas online como um “câncer” e afirmou que seria necessário “extirpá-lo” da sociedade brasileira. O presidente também comparou o vício em apostas ao consumo de crack e relacionou a ludopatia a problemas familiares e ao acúmulo de dívidas.

Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.

Compartilhar: