O skinimalismo, tendência que prioriza uma rotina de cuidados com a pele mais simples, ganha espaço diante da grande variedade de cosméticos e da popularização de práticas de beleza nas redes sociais. A proposta é utilizar produtos essenciais, escolhidos conforme as necessidades individuais, sem associar a quantidade de itens à qualidade dos cuidados.
Segundo a biomédica esteta e especialista em Saúde e Estética Avançada Eliane Gonçalves, combinar muitos produtos sem orientação pode causar danos. “Hoje temos uma variedade enorme de produtos, ativos e tecnologias disponíveis. Isso é positivo, mas também pode levar ao excesso. É importante entender que cada pele possui necessidades diferentes e que combinar muitos produtos sem orientação pode provocar sensibilização, ressecamento, irritação e comprometimento da barreira cutânea”, explica.
O cenário acompanha a força do mercado brasileiro de beleza. De acordo com a Euromonitor International, o Brasil ocupou, em 2024, a terceira posição mundial no consumo de produtos de Beleza e Cuidados Pessoais, atrás dos Estados Unidos e da China. Já dados da Mintel GNPD apontam que o país foi o quarto que mais lançou produtos do setor em 2025, com 7.359 novidades.

Entre os comportamentos que exigem atenção estão a combinação de diferentes ativos sem conhecimento sobre suas interações, a troca frequente de cosméticos e a busca por resultados imediatos. A especialista recomenda atenção a alterações persistentes, como irritações, inflamações e manchas, que devem ser avaliadas por profissionais habilitados.
“As redes sociais aceleraram o acesso às informações e às tendências de beleza. O problema é quando uma rotina que funciona para uma pessoa é reproduzida por outra sem considerar tipo de pele, sensibilidade, idade, histórico e necessidades específicas. O skincare precisa ser individualizado e personalizado”, afirma.
Em casos de suspeita de doenças dermatológicas ou lesões potencialmente malignas, é fundamental procurar avaliação médica. “A ideia do skinimalismo não é deixar de cuidar da pele, mas fazer escolhas mais conscientes”, conclui.
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