O Fusca continua presente nas ruas brasileiras décadas após o fim de sua fabricação. Produzido pela Volkswagen no Brasil a partir de 1959, o modelo teve a produção interrompida em 1986, retomada em 1993 e encerrada definitivamente em 1996. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o país tinha 1.939.314 unidades registradas em julho, sendo 13.995 em Fortaleza.
A popularidade do veículo também se reflete no mercado de automóveis clássicos. Em 2025, o Fusca de 1974 esteve entre os modelos antigos mais vendidos na plataforma OLX, à frente de carros como Opala e Chevette. No entanto, para preservar o automóvel, a manutenção periódica é fundamental para identificar desgastes e prevenir falhas.

Segundo Leonardo Mendonça, especialista automotivo da LS Centro Automotivo, é importante verificar regularmente os freios, a suspensão, a embreagem e o motor. “A verificação desses itens contribui para prolongar a vida útil do carro e permite que os reparos necessários sejam feitos no momento adequado”, explica.
O manual do proprietário também recomenda conferir o nível de óleo, a tensão da correia do dínamo, a pressão dos pneus e o funcionamento dos freios e das luzes externas. Como o Fusca utiliza refrigeração a ar, a ventoinha, a correia e as chapas que direcionam o fluxo de ar precisam estar em boas condições para auxiliar no controle da temperatura do motor.
Apesar de possuir uma mecânica relativamente simples em comparação com a de muitos veículos atuais, o Fusca exige conhecimento técnico específico para a realização de reparos. A avaliação periódica em oficinas permite identificar as necessidades do automóvel e orientar os proprietários sobre os cuidados adequados, contribuindo para manter o modelo em circulação mesmo décadas após o fim de sua produção.
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