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Inflação desacelera em outubro, mas alimentos ficam mais caros

O aumento dos preços dos alimentos foi o principal fator de pressão sobre a inflação brasileira em outubro. O tomate liderou as altas, com encarecimento de 24,54%, seguido pela cebola (13,63%), pela batata-inglesa (10,96%) e pelo arroz (5,80%). Com esse cenário, o grupo de alimentação e bebidas registrou avanço de 0,88%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23/10). 

Apesar da pressão sobre os alimentos, a prévia da inflação perdeu força na comparação mensal. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,32% em outubro, menos da metade da variação de setembro, de 0,7%. A desaceleração, contudo, não impediu que o indicador acumulasse alta de 4,62% em 12 meses, ultrapassando o limite de 4,5% previsto na meta de inflação. Em outubro de 2025, a variação mensal havia sido de 0,18%. 

A redução no custo da energia elétrica ajudou a conter o avanço dos preços. O grupo de habitação recuou 0,10%, única queda entre os nove grupos pesquisados, influenciado pela diminuição de 0,89% na conta de luz residencial. A mudança da bandeira tarifária amarela para a verde eliminou a cobrança adicional pelo consumo de energia.  

Inflação desacelera em outubro, mas alimentos ficam mais caros
Foto: Reprodução

Em setembro, o movimento havia sido inverso: a conta de luz aumentou 7,42%, após o encerramento do desconto relacionado ao bônus de Itaipu. As passagens aéreas também contribuíram para frear a inflação, com queda média de 9,24%. 

Os demais grupos apresentaram variações positivas, com destaque para despesas pessoais (0,55%), vestuário (0,53%), comunicação (0,43%) e artigos de residência (0,28%). Saúde e cuidados pessoais subiu 0,15%, educação avançou 0,09% e transportes teve alta de 0,05%.  

Nesse último segmento, os combustíveis ficaram 1,2% mais caros, com aumentos no óleo diesel (3,70%), no etanol (2,73%) e na gasolina (0,92%). O gás veicular recuou 0,18%. Na alimentação em casa, que subiu 1,01%, as principais quedas foram observadas na cenoura (-10,67%), nas frutas (-1,37%) e no café moído (-1,16%). 

Na pesquisa de outubro, os preços foram coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro. O resultado ficou em linha com a projeção do mercado financeiro divulgada no boletim Focus do Banco Central e o IPCA de outubro será publicado em 12 de novembro.

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