Por decisão da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, foi arquivada a investigação contra João Munhoz Neto por suspeita de feminicídio e indução ao suicídio no caso da morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos. O Ministério Público do Ceará (MPCE) havia se manifestado favoravelmente ao encerramento das apurações desses crimes.
Apesar da decisão, o caso continua sob análise judicial em relação às suspeitas de violência psicológica contra a mulher e fraude processual. Esses procedimentos foram encaminhados aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza.

Ao concluir o inquérito sobre a morte da estudante, a Polícia Civil do Ceará indiciou João Munhoz Neto pelos dois crimes que permanecem sob apuração. A suspeita de violência psicológica envolve a investigação sobre o relacionamento do casal, enquanto a de fraude processual abrange episódios posteriores à morte, incluindo informações sobre a limpeza do apartamento e a procura pelo celular da jovem.
Em liberdade, o investigado permanece submetido a medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica. O indiciamento não representa condenação e as suspeitas ainda serão analisadas pela Justiça.
Sob segredo de Justiça, o caso tem detalhes dos autos restritos ao acesso público. O arquivamento das suspeitas de feminicídio e indução ao suicídio não encerra os demais procedimentos nem representa uma absolvição geral do investigado.
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