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Ministério relaciona baixa cobertura vacinal em 2016 ao surto atual de febre amarela

Em informe publicado nesta segunda-feira (20), o Ministério da Saúde afirma que “havia uma grande proporção de municípios que estavam com baixas coberturas vacinais” no ano passado e que “este fato pode ter contribuído para a rápida expansão” da febre amarela. Essa relação feita pelo governo federal acompanha a divulgação de dados comparativos sobre a abrangência da vacina em 2016 e neste ano.

Nos municípios com recomendação de vacina, a meta é imunizar 95% dos moradores, inclusive nos anos anteriores. Em 2016, as mesmas 533 cidades de Minas Gerais já estavam incluídas para receber as doses — 47,4% delas não alcançavam 50% de cobertura; outros 47,8% dos municípios tinham entre 50% e 94,9% de seus moradores vacinados; com mais de 95%, estavam apenas 4,6% das cidades mineiras com recomendação de vacina.

Os estados vizinhos Espírito Santo, segundo mais afetado pelo atual surto, e Rio de Janeiro, que passou a registrar casos confirmados na última semana, não estavam na área recomendada de vacinação da doença em 2016.

Já São Paulo, o terceiro estado com o maior número de casos confirmados, já indicava a vacina para 118 dos 125 municípios que hoje precisam se vacinar — ou seja, desde o início do surto, sete novas cidades foram acrescentadas à lista para receber as doses pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Número de casos

De dezembro de 2016 até 17 de março deste ano, o Ministério da Saúde recebeu 1.561 notificações de casos suspeitos de febre amarela no Brasil. Destes, 448 foram confirmados, 850 são investigados e 263 foram descartados.

Em Minas Gerais, o número de casos chega a 379. O Espírito Santo tem 93 e, São Paulo, 4. De acordo com o boletim desta segunda, a taxa de letalidade da doença é de 32,1% e 188 municípios brasileiros tiveram febre amarela. Desde o início do surto, 144 pessoas morreram devido à doença no país.

Por enquanto, não há confirmação de que a febre amarela tenha chegado às áreas urbanas, onde a transmissão iria ocorrer por meio do Aedes aegypti. Todos os casos ocorreram em áreas rurais, de mata ou silvestres, atingindo municípios do interior dos estados, de acordo com o Ministério da Saúde. Nessas regiões, os mosquitos que transmitem a doença são o Sabethes e o Haemagogus.

G1

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