Uma fila que não para de crescer. De 2014 para 2016 o percentual de desempregados no Ceará passou de 6,6% para 12,4% da população. Em números absolutos a quantidade de desempregados praticamente dobrou, passou de 246 mil para 486 mil pessoas.
No Sine, praticamente todos que aguardam atendimento temem permanecer muito tempo de braços cruzados devido à falta de oportunidade no mercado de trabalho.
De um lado uma grande massa de desempregados, do outro uma lei que flexibiliza e favorece a terceirização. Essa combinação é temida pelo Ministério Público do Trabalho que se preocupa com a possível precarização da mão de obra no país.
“A gente sabe que os terceirizados possuem menos qualificação, maior carga horária de trabalho e sofrem mais acidentes de trabalho. Esses trabalhadores futuramente vão bater na nossa porta para resolver problemas trabalhistas devido essa relação precária”, afirma Francisco José Parante Vasconcelos, que é procurador do trabalho.
Ele explica que o resultado das mudanças propostas pelo Governo Federal provavelmente irão esbarrar no Ministério Público do Trabalho.
A notícia boa fica por conta dos dados econômicos que apontam para uma redução no ritmo de queda do Brasil. “Acompanhando trimestre a trimestre a gente percebe que a economia parou de encolher. Ainda vai demorar um pouco para refletir no mercado de trabalho mas já é um bom começo”, explica Mardônio de Oliveira.
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