Cinco dias após a prisão e a confissão de Walderir Batista dos Santos, 39, como responsável pelo rapto e morte da menina Débora Lohanny, a Polícia caminha para elucidar o caso. A hipótese mais provável é de que a motivação do crime seja vingança, como inicialmente divulgado.
Segundo Renê Andrade, chefe do Departamento de Inteligência Policial (DIP), o principal suspeito tentara abusar de outra menina antes de raptar Débora. Com isso, Walderir foi espancado por pessoas próximas ao local. Segundo testemunhas, ele, então, prometeu voltar para se vingar. Em seguida, sob efeito de álcool e crack, abordou Débora na avenida Raul Barbosa e a levou para a Via Expressa, onde a matou.
Na confissão, Walderir teria admitido a vingança, mas por outra motivação. Em depoimento, ele afirmou que a razão teria sido a disputa por um ponto de vendas de flanelas no semáforo. Porém, a mãe de Débora, Daniele, refutou a tese afirmando não ter ninguém na família que trabalhe na área. “Essa versão dele ainda é apurada. Não descartamos a hipótese de ele estar mentindo”, afirmou Leonardo Barreto, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Em coletiva, na tarde de ontem, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a Polícia Civil enviou à Perícia Forense (Pefoce) o material genético de Walderir. Além disso, foram dados detalhes da prisão de Walderir, que já responde por seis procedimentos por homicídio, lesão corporal, roubo e ameaça.


