O objetivo da manifestação é mostrar para a sociedade e para o próprio Governo Federal que o órgão precisa atuar de forma independente, para que os servidores tenham autonomia no combate ao desvio de recursos públicos.
“É preciso que o Presidente Michel Temer reconheça a importância da CGU, responsável pela fiscalização das atividades de todo o Governo Federal, especialmente no combate à corrupção”, destaca o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon-CE), Edilberto Barreto.
Segundo ele, a ida de Serraglio para a CGU fragiliza as ações do órgão, na medida em que o deputado foi citado nas investigações da Operação Carne Fraca, que apura um esquema de pagamento de propinas envolvendo frigoríficos e fiscais do Ministério da Agricultura.
Além disso, a medida evita seu retorno ao mandato de deputado federal e, com isso, seu suplente na Casa, Rodrigo Rocha Loures, mantém o cargo e a prerrogativa de foro privilegiado.
“Caso deixasse o cargo de deputado, Rocha Loures poderia ser preso por decisão do ministro do STF, Edson Fachin, sem precisar de aprovação do plenário da Câmara”, frisa.


