Além de rever a quantidade de seguranças à disposição dos ministros e familiares, o Supremo Tribunal Federal negocia a compra de um lote de coletes à prova de bala para uso dissimulado, sob a roupa social. A Corte realizou pregão eletrônico na quarta-feira passada, mas não conseguiu concluir a aquisição porque os preços ofertados estavam acima do previsto em edital. Quatro empresas entraram na disputa. A Corte não conseguiu negociar a redução do valor com nenhuma delas, e a licitação foi cancelada.
Ao todo, seriam comprados 56 coletes balísticos para uso oculto – apenas um deles é modelo feminino. O valor total estimado é de R$ 46 mil. Os custos unitários variam de R$ 742,19 a R$ 1.169,76. Os coletes devem ser resistentes a disparos de projéteis de arma de fogo calibre .44 e 9 mm, de alta velocidade.
O Estado questionou nesta segunda-feira, 14, à assessoria de imprensa do STF, se uma nova tentativa de compra seria realizada e se os ministros poderiam fazer uso dos coletes. A Corte disse que não conseguiria responder a tempo. O edital do pregão não deixa claro quem seriam os usuários, mas faz referência à mobilidade de “agentes” vestidos com os coletes ocultos.
O setor responsável pela compra é a Seção de Segurança Pessoal de Dignitários, responsável pela escolta dos 11 ministros e pelos contratos do setor, entre eles os de segurança pessoal privada armada. Os coletes devem passar por testes de servidores do setor. Por padrão, os contratos com empresas terceirizadas que fornecem vigilantes e seguranças do Supremo já incluem acessórios e uniformes para os seguranças, entre eles coletes balísticos.


