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Decisão profissional pode facilitar planejamento de estudos e aprovação nas universidades

No ano do vestibular, muitos alunos perdem a primeira oportunidade de virarem calouros por falta de preparação ou por fazer de maneira inadequada. A escolha antecipada do curso desejado, pode fazer toda a diferença nos resultados dos esforços acadêmicos, uma vez que isso direciona os estudos e otimiza o aprendizado necessário para cada caso.

A concorrência aumenta a cada ano, exigindo cada vez mais preparo. As universidades têm adotado diferentes medidas para afunilar a seleção dos aprovados. A UFPR e a FUVEST são dois exemplos. Enquanto a primeira, em 2018, diminuiu o número de pessoas que passam para a segunda fase do vestibular – fase das provas específicas e redação -, a outra mudou a segunda fase do vestibular de 3 para 2 dias, excluindo a prova de conhecimentos gerais, aumentando muito o peso das específicas. Por isso, se esforçar o ano todo para acabar se arrependendo do curso escolhido, é desperdício de  tempo.

Essa realidade se faz presente em outras faculdades, tornando imprescindível que o aluno saiba desde o início o curso que quer, para assim, saber quais as matérias específicas serão exigidas dele. O domínio de tais assuntos é o que fará a diferença no sentido de ter, ou não, chances reais de aprovação.

Seja por falta de preparo ou por se preparar para algo que não é o ideal para o seu perfil, muitos alunos acabaram encontrando na orientação profissional um caminho para sua realização acadêmica.
Para quem ainda não conhece o termo, orientação profissional visa ajudar pessoas a encontrar o lugar ideal de atuação. Leva-se em consideração atributos como habilidades, aspirações, áreas de conhecimento, ambiente de trabalho e muitos outros.

Um estudo feito pelo INEP, considerando a trajetória dos alunos de 2010 a 2014, mostrou que em 2014 o número de desistências chegou a 49% das matrículas. Segundo o ex ministro da Educação, Mendonça Filho:  “O Brasil tem apenas 8% dos alunos do ensino médio em programas vocacionais. A falta de orientação contribui para que haja uma desistência significativa dos jovens que ingressam no nível superior”. Isso prova que já há o reconhecimento da necessidade da orientação profissional para que melhore a situação dos alunos ingressantes no ensino superior.

A cofundadora da ABOP, psicóloga Rosane Schotgues Levenfus, falou sobre a importância da orientação profissional para guiar os estudos no ano de vestibular:  “A orientação profissional é a bússola do vestibulando. Aquele que está sem norte, estuda à esmo, remando um pouco para cada lado ou muito para o lado errado. […] Ter clareza da graduação que se deseja é muito vantajoso e, quanto antes isso acontecer, melhor! O vestibulando poderá administrar seu tempo de estudo direcionando mais esforços nas disciplinas mais importantes. Isso aumentará sua competitividade.”.
Não é preciso muito investimento para ajudar estes alunos na escolha profissional, nem tampouco tempo, apenas vontade e interesse. A startup curitibana BRG Educacional, desenvolveu uma plataforma de orientação profissional chamada Que Curso. Servindo como um teste vocacional, a plataforma já ajudou mais de 1 milhão de estudantes nesta difícil escolha.

O teste tem boa adesão daqueles que o fazem. Foi o caso de Katlen Castilho, de Petrópolis, que estava em dúvida entre fotografia e psicologia: “Foi quando eu, conversando com um professor, descobri a Que Curso?. Após o final do teste, a plataforma me ajudou bastante, dando 3 opções de cursos que realmente me enquadrava. Em primeiro estava a linda e bela Psicologia que eu já tinha em mente, mas ficava com o pé atrás. Hoje, graças a Que Curso?, já tenho certeza até em qual universidade farei.”.
O teste também ajudou Larissa da Conceição dos Santos, de Niterói. Infelizmente ela só descobriu o teste depois do vestibular, porém ele deu confiança para escolher o curso que Larissa vai estudar pelo ENEM. “O teste foi de extrema importância pra mim porque durante o ano todo eu fiquei com muita dúvida referente a qual curso escolher. Mas, com o resultado do teste, eu tive a certeza que era isso o que eu queria. […] Se eu soubesse ou tivesse a certeza de qual curso queria fazer desde o começo do ano, poderia ter me preparado bem mais. Eu estudava o básico do básico porque estava com medo de não saber o curso ideal ou de escolher o curso errado.”

Segundo dados de uma pesquisa feita com 2 mil estudantes do 3° ano do Ensino Médio pelo Portal Educacional, 54% deles não sabem que carreira seguir. Este número elevado tem consequências não só para os estudantes, que ficam perdidos e estudando sem ter objetivo claro, mas também para o sistema de ensino e para o Governo. Os indecisos prestam vestibular por obrigação e passam em cursos que não tem real interesse. No futuro, isso resulta em taxas alarmantes de desistência e vagas ociosas.
Com simples ações, como o uso de plataformas de orientação profissional e o incentivo à pesquisa a respeito da escolha de carreira, seria possível otimizar os gastos do Governo, que independentemente do número de pessoas tendo aula, possuem um gasto fixo de despesas. Dos 329 mil ingressantes em instituições federais em 2017, um quinto fez o Enem novamente, mesmo já estando matriculados. Esses números provam a evasão desses alunos e denunciam milhares de vagas que se farão ociosas no próximo período, situação que continuará se repetindo caso a mentalidade sobre escolha profissional não seja repensada.
Dessa maneira, é essencial não somente entender o que é orientação profissional, mas aplicá-la desde cedo.

 

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