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Baturité e sua importância para o turismo cearense

Luciano Rocha

 

Considerado o portal de entrada para as cidades do Maciço de Baturité, situado a uma altitude de 175 metros acima do nível do mar, o município de Baturité (a 93 km de Fortaleza) tem seu nome originado da língua indígena e significa “serra verdadeira” e é um importante polo de turismo do Ceará. Segundo historiadores, os índios, ao observarem a grande cadeia montanhosa, a compararam a um serrote e acreditavam que ali era a serra verdadeira, um lugar sagrado. Juntamente com Baturité mais três cidades compõem o maciço: Guaramiranga, Mulungu e Pacoti.

Baturité tem na religiosidade seu principal atrativo turístico. É lá que se encontra a imagem de Nossa Senhora de Fátima, erguida em 1967, com 12 metros de altura; a Igreja de Santa Luzia, construída durante a grande seca de 1877 e 1878; a Via Sacra, com rampa e degraus em pedra e cerâmica com 14 estações, representando o sacrifício de Jesus; o Mirante do Cruzeiro e a Colina do Rosário. A cruz foi instalada sobre uma colina com uma bela vista panorâmica, medindo 20 metros de altura e pesando 5 toneladas.

A cidade também possui uma Área de Proteção Ambiental (APA) nos remanescentes de Mata Atlântica. O município conta com várias trilhas, cachoeiras e áreas propícias para prática de esportes de aventura. Sua rica fauna e embelezada flora tornam a região um verdadeiro paraíso para pesquisadores e amantes da natureza, que ficaram fascinados é com a Rota Verde do Café, formada por museus, sítios referências em produção cafeeira e até um mosteiro. Esses locais buscam, por meio do turismo, desenvolver a sustentabilidade e valorizar uma história esquecida no tempo.

Para os amantes da história, a dica é conhecer a Maria Fumaça, primeira locomotiva a vapor que fez o percurso Fortaleza-Baturité; a Fundação de Cultura e Turismo, obra inaugurada em 1882, pelo Governo Imperial de Dom Pedro II; o antigo Prédio da Cultura onde hoje funciona a Secretaria Municipal de Saúde (foi nesse prédio que em 1883 Baturité declarou a emancipação de seus escravos em uma cerimônia); e o Mosteiro dos Jesuítas, imponente construção em pedra tosca, que foi projetado por um arquiteto francês e data de 1924.

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