O ex-prefeito de Limoeiro do Norte, e atual vice-prefeito João Dilmar foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por improbidade administrativa. Com a condenação, Dilmar fica inelegível para as eleições de 2020, já que a Lei da Ficha Limpa o impossibilita de se candidatar a cargos públicos.
O processo ainda não finalizou o procedimento administrativo, meramente burocrático, dentro do TCU, o que deve acontecer nos próximos dias, segundo um servidor do órgão, que pediu para não ser identificado. Após essa finalização, não será mais possível a emissão por parte do Tribunal emitir certidões de “nada consta”.
O ex-gestor teve suas contas consideradas irregulares. O processo levou em conta convênio com o Ministério do Turismo, que enviou recursos para o “VI Limoeiro Junino”, realizado em 2010, quando Dilmar era prefeito do município.
A juíza Sâmea Freitas da Silveira, da 3ª Vara da Comarca de Limoeiro do Norte, já havia determinado a suspensão dos direitos políticos de Dilmar por cinco anos.
Na ocasião, a juíza determinou o ressarcimento integral do dano com juros e correção monetária e ainda multa no valor de cinco vezes o último subsídio que Dilmar recebeu do município como prefeito, que também deverá incidir correção monetária.
Com a saída do vice-prefeito das eleições municipais de 2020, o nome de Dilmar perde força entre aqueles que defendiam uma candidatura própria para tentar a Prefeitura de Limoeiro do Norte.
A decisão também joga água no chope do grupo do prefeito José Maria Lucena, que acredita na continuidade da chapa José-João.
O resultado influencia ainda no cenário da oposição, que apostava na saída de Dilmar e em um suposto enfraquecimento do atual gestor, José Maria Lucena, na corrida para a reeleição.
O novo momento, no entanto, concede maior barganha para Lucena, que ganha força entre correligionários e atrai para si os adeptos de Dilmar. Já a oposição é que mais vai sair perdendo com o cenário, porque se esfacela e perde ponto no tabuleiro eleitoral em Limoeiro do Norte.


