De acordo com Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), centenas de milhões de doses de uma vacina contra o novo coronavírus podem ser produzidas ainda neste ano, e outros dois bilhões de doses até o fim do ano que vem.
Segundo a cientista, a OMS elabora um planos para ajudar a decidir quem deveria receber as primeiras doses quando uma vacina for aprovada. A prioridade seria dada a profissionais da linha de frente, como médicos, pessoas vulneráveis por causa da idade ou outra doença e a quem trabalha ou mora em locais de alta transmissão, como prisões e casas de repouso.
“Estou esperançosa, estou otimista. Mas o desenvolvimento de vacinas é uma empreitada complexa, envolve muita incerteza [..]. O bom é que temos muitas vacinas e plataformas, então, se a primeira fracassar ou se a segunda fracassar, não deveríamos perder a esperança, não deveríamos desistir”, explicou.
Cerca de dez imunizantes em potencial estão sendo testados em humanos, na esperança de que um possa se tornar disponível nos próximos meses para prevenir a infecção da covid-19. A cientista afirmou que os dados de análise genética coletados até agora mostraram que o novo coronavírus ainda não passou por nenhuma mutação que alteraria a gravidade da doença que causa.
(Com agências internacionais).


