A terceira carga de equipamentos adquiridos pelo Governo do Ceará para auxiliar no combate à pandemia do novo coronavírus chegou a Fortaleza no último sábado (27), com 300 novos respiradores. Grande parte dos equipamentos recém-chegados irá para Crateús (a 350km de Fortaleza) e mais 11 municípios do interior.
Os aparelhos serão utilizados em unidades de terapia intensiva (UTIs) da rede pública, principalmente em cidades do interior onde a pandemia apresenta crescimento de novos casos neste momento. Aracati, Canindé, Crato, Barbalha, Brejo Santo, Iguatu, Icó, Tianguá, Ubajara, Itapipoca, Caucaia serão os outros municípios na lista dos que receberão grande parte dos equipamentos. Os hospitais regionais (Sertão Central, Norte e Cariri) também terão ampliação com 30 leitos de UTI em cada um a partir da chegada dos aparelhos.
“Da UPA de Juazeiro, Hospital Regional, Iguatu, Icó, Brejo Santo e municípios vizinhos ao CRAJUBAR [Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha], ampliar em 60 e 70 leitos, dando continuidade ao programa de fortalecimento das regiões de saúde”, disse o secretário de saúde do Estado, doutor Cabeto, quando cumpria agenda no Cariri, nesya segunda-feira (29/06), para discutir a implantação dos respiradores nos hospitais polo, filantrópicos e de campanha da Região.
Em Fortaleza ficará uma pequena quantidade, por já estar com a rede de saúde mais organizada e por viver um momento com queda progressiva em novos número de casos e de pacientes na UTI. Dr. Cabeto, destacou que o planejamento feito pelo Ceará está sendo fundamental para garantir atendimento àqueles que necessitam.
” Grande parte para Cariri e Norte. Teremos expansão de Crateús que já tem lá 10 leitos, Tianguá e Ubajara. Essa expansão é uma vitória. Quase nenhum Estado brasileiro está conseguindo receber essa grande disputa de medicamento, insumo, EPI, respiradores. Para nós, essa chegada seda muito da nossa aflição”. Nada pior num sistema do que não conseguir dar assistência. Muitas vezes a gente consegue, com isolamento, achatar a cruva, mas não dar assistência do ponto de vista humano, é o pior. A medicina está aí para sedar, colher, para tratar e para salvar. Quando você tira uma ferramenta essencial, você tira essa oportunidade”.



