Dentre as medidas anunciadas pelo novo decreto estadual do Governo do Estado, está a suspensão definitiva das atividades presenciais nos bares, restaurantes e lanchonetes no estado. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Ceará (Abrasel-CE), Taiene Righetto, define a postura como lamentável.

“É muito triste que tenhamos chegado à esta situação. Infelizmente mais uma vez, quem paga a maior conta disso tudo são os bares e restaurantes. (…) O fato é que nosso trabalho já está sendo restringido há muito tempo. Nesses últimos 30 dias, não temos trabalhado de noite. E com esse decreto veio a paulada final, não podemos trabalhar de dia também”, declarou Taiene.
A Associação tem discutido, desde que o governador Camilo Santana anunciou maiores restrições no período de carnaval, os impactos e prejuízos que as medidas causaram no setor. A Abrasel fez parte da organização dos protestos contra o decreto que restringia o funcionamento dos bares e restaurantes até às 20h nos dias úteis, e até às 15h nos finais de semana.
“Isso significa, claro, mais falências e mais demissões. Nós já demitimos mais de 2 mil cobradores nesses últimos 30 dias, então agora é até imensurável como vai ser daqui pra frente. Acredito que será uma avalanche de demissões e falências”, afirmou o presidente do órgão.
Segundo dados levantados pela Abrasel, os maiores focos de contaminação pela covid-19 não são os restaurantes, mas sim o transporte público e as festas clandestinas. Isso ocorre pois os estabelecimentos são fiscalizados pelo Governo. O órgão afirma que, apesar da disponibilidade para realizar decretos, o auxílio do Governo Estadual ao setor tem sido lento:
“Infelizmente, a ajuda que a gente precisa do Governo Federal e do Governo Estadual não vem na mesma velocidade que os decretos. Eu acho muito complicado que o decreto nos faça obedecer às medidas de forma rapida, mas a contrapartida não vem”, destacou Taiene Righetto.


