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Abertura da Feira Regional do Conhecimento leva o melhor da Tecnologia ao Sertão Central

Ciência, inovação, negócios e o melhor da tecnologia foram alguns dos pontos que marcaram o primeiro dia da Feira Regional do Conhecimento, realizada em Quixeramobim, no Sertão Central do Ceará. O evento segue nesta quinta-feira (14) e deve atrair centenas de visitantes em seus dois dias de realização.

Uma das ações da feira, os “Corredores Digitais” abrem espaço para que pesquisadores das redes municipais, estaduais e superiores de ensino possam apresentar seus projetos e ações.
Durante o momento conhecido como “Pitch Day”, 15 trabalhos foram expostos para o público presente e para uma banca composta por quatro avaliadores.

Entre as apresentações, o estudante Mateus Torres apresentou o “Meu Troco – Onde cada moeda conta”. A iniciativa visa desenvolver um aplicativo no qual consumidores poderão acumular trocos de centavos que, na maioria das vezes, estão indisponíveis nos estabelecimentos.

O consumidor acumularia os centavos e faria o saque do acumulado no momento desejado. Vale ressaltar que a equipe de especialistas avaliadores irá selecionar os melhores projetos. Em todo o Ceará, serão 200 trabalhos concorrendo. No dia 20 de novembro, serão anunciados os 50 melhores colocados que avançam para a etapa Estadual da Feira.

” Nessa etapa, percebemos que o nível dos projetos está muito bom. Os autores já passaram por uma primeira fase e, por isso, já chegam aqui com uma ideia do que é uma startup, com planejamento de captação de recursos. O nível está excelente”, avaliou Thiago Barros, coordenador da Criarce e colaborador do PithcDay.

Ciência Intinerante

Com o objetivo de fomentar o interesse pela tecnologia em todo o Ceará, o ônibus do projeto “Ciência Intinerante” marcou presença em Quixeramobim. Dos quatro trabalhos expostos no veículo, alunos da rede pública e visitantes em geral puderam vivenciar a ciência de forma mais aprofundada. Professor da escola de Ensino Médio Assis Bezerra, Francisco Genário parabenizou a ação. “Aqui a gente sente os alunos autores bem engajados nesse projeto. Assim, eles estão aproximando mais público e ciência”, avaliou o professor que acompanhava um grupo de alunos.

Ainda no “Ceará Intinerante”, os alunos da Escola Estadual de Educação Profissional, Dr. José Alves da Silva conferiram de perto as explanações sobre Energias Renováveis e não Renováveis e a Funcionalidade de Novos Equipamentos Computacionais. Na primeira, o aluno angolano da Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), Simão Fernando, levou à explicação exemplos práticos e os benefícios e prejuízos com a aplicação desse tipo de energia. Em seguida, Leonardo da Silva fez demonstrações de como novas peças computacionais estão auxiliando em serviços modernos e que se utilizam da tecnologia. Como modelo, falou sobre o novo sistema de transporte público de Fortaleza, onde peças permitem que a máquina localizada nas catracas realize o autoatendimento com segurança.

“A gente relembra conteúdos de escola de uma forma bem descontraída. A gente passa a enxergar a ciência de uma forma mais simples”, disse a aluna Aline Costa.

Crédito: Antônio José

Ceará Faz Ciência

Em outro ponto da feira Regional, os stands do Ceará Faz Ciência trouxeram projetos que foram do auxílio em sala de aula à acessibilidade, todos com um alto poder de inovação.

Após serem convidadas para participarem do evento “Praia Acessível”, em Fortaleza, a aluna de Fisioterapia, Raquel Alves, juntamente com sua equipe, desenvolveram um “Andador de Acesso à praia”. Com custos baixos, inicialmente o projeto tinha o objetivo de atender pessoas com deficiência de locomoção à chegarem à beira do mar, mas a prática fez com que a iniciativa se expandisse e beneficiasse idosos e pessoas com deficiência visual.
Para Raquel, os resultados, até de certo ponto inesperados, trazem satisfação para toda a equipe. “A sensação é de muita felicidade. A gente perceber que com tão pouco, pudemos fazer algo grandioso. Os idosos relataram pra gente que chegaram perto do mar com o equipamento e se sentiram seguros. Esse retorno deixa a gente muito feliz”, comentou.

Implementar o ensino da tecnologia ainda no ensino fundamental foi a proposta do projeto do aluno de Engenharia da Computação da UFC – Quixadá, Carlos Alberto Ferreira. “A ideia é difundir o projeto de extensão da UFC e levar os protótipos para as escolas para que as crianças comecem cedo a ter contato com a lógica de programação”, explicou.

Já o também aluno da Engenharia da Computação, David Tavares, busca auxiliar os ingressos nos cursos superiores da área da computação. “A gente percebeu que no início do curso são ofertadas mais disciplinas teóricas e que os alunos não se interessam tanto pela teoria, e necessitavam de um embasamento prático. A gente teve a ideia de, para cada área estudada, você criar um protótipo para exercitar e deixar os alunos mais próximos de trabalhar o que está sendo visto na teoria” esclareceu.

Palestra Master

De forma oficial, a primeira Feira Regional do Conhecimento teve sua abertura às 18h, no auditório da FATEC. Contando com a presença do Secretário da Secitece, Início Arruda, e autoridades do município de Quixeramobim, a conversa “Ciência e Tecnologia para todos os Cearenses” antecedeu a palestra principal.

Ministrado pelo PHD em Ciências da Computação, professor Jefferson Teixeira, o momento mais aguardado da noite trouxe o tema “Inteligência Artificial x Inteligência Humana”. Na ocasião, Jefferson aproveitou para desmistificar ideias quanto ao avanço da tecnologia, como também ressaltou os impactos que tais avanços tem causado, sobretudo, no mercado de trabalho. “O encanto pela inteligência artificial é real. Devemos aproveitar ao máximo a capacidade do computador acessar e armazenar informações. Porém, eles são o nosso complemento, são aquilo que não podemos fazer. Quando fazemos ele fazer coisas inerentes a ele, isso, sim, é inteligência artificial”.

Para o Secretário da Secitece, Inácio Arruda, levar uma feira dessa proporção para o interior do Estado amplia os horizontes e gera oportunidades para que as ideias se transformem em diversos benefícios, inclusive empreendedorismo.

” Recebemos hoje empresas de jovens da nossa região, que ainda não são empresas com cnpj, cpf, mas que desenvolveram produtos relativos à necessidade do povo da local. Foi algo muito bonito e que teve repercussão. Isso é popularizar a ciência, mostrando que ela não é um bicho de sete cabeças. A ciência é o aperfeiçoamento, dentro da academia, daquilo que a sociedade precisa para se locomover, melhorar a sua qualidade de vida e cada vez ter produtos mais sofisticado, não para deleite nosso, mas para atender as nossas necessidades” frisou.

A programação da Feira Regional do Conhecimento segue nesta quinta-feira (14) e pode ser acessada através do feiradoconhecimento.com.br/programacao-quixeramobim/ .

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