Durante o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conhecido como Abril Azul, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª Região (Crefito-6) destaca a relevância do acompanhamento especializado. O intuito é promover autonomia e qualidade de vida às pessoas com o transtorno.
Entre as áreas que compõem o cuidado multiprofissional, a Terapia Ocupacional ganha destaque por atuar diretamente na construção da rotina e no desenvolvimento de habilidades necessárias às atividades diárias. Nesse contexto, a Terapia Ocupacional é apontada como fundamental na criação de estratégias que favorecem a participação social de crianças e adultos.

De acordo com o presidente do Crefito-6, Jacques Esmeraldo, uma das principais contribuições da área no atendimento ao autismo está relacionada à Integração Sensorial. “Muitas pessoas com TEA possuem dificuldades em processar informações que chegam pelos sentidos, como sons muito altos, texturas de roupas ou determinados tipos de alimentos, o que pode gerar crises ou isolamento. O terapeuta ocupacional trabalha para ajudar o cérebro do paciente a organizar essas sensações, tornando o mundo um lugar menos ‘agressivo’ e mais compreensível”, explica.
Segundo o especialista, os impactos desse trabalho são percebidos em diferentes aspectos da vida do paciente, como melhora no comportamento, avanço no desempenho escolar e ampliação da aceitação alimentar, refletindo também na dinâmica familiar. Além da Terapia Ocupacional, a fisioterapia também exerce papel importante no acompanhamento de pessoas com TEA.
”A fisioterapia também desempenha um papel relevante ao auxiliar no desenvolvimento da coordenação motora, do equilíbrio e da consciência corporal, elementos que muitas vezes estão comprometidos no espectro autista”, pontua.
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