A abertura de processo administrativo para investigar a possível presença de petróleo no município de Tabuleiro do Norte foi confirmada nesta quarta-feira (25/02) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A descoberta da substância ocorreu em novembro de 2024, quando um agricultor realizava a perfuração de um poço em propriedade rural com o objetivo de encontrar água para o abastecimento de animais.
Resultados preliminares obtidos por meio de análises conduzidas pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE) indicaram que o líquido coletado possui características físico-químicas semelhantes às observadas em jazidas petrolíferas localizadas no Rio Grande do Norte. A validação definitiva, entretanto, depende de exame técnico autorizado pela ANP.

O comunicado sobre o possível achado havia sido encaminhado à agência reguladora em julho de 2025 pela família do agricultor e pela instituição de ensino. Conforme informado pelo órgão, o caso será analisado e o órgão ambiental competente deverá ser acionado para adoção das medidas cabíveis, ainda não especificadas.
Situado a aproximadamente 210 quilômetros de Fortaleza, o município integra a região do Vale do Jaguaribe e está localizado próximo à divisa estadual com o Rio Grande do Norte. Registros audiovisuais feitos no momento da perfuração mostram a saída de um líquido escuro do solo, inicialmente associado à presença de água. A hipótese foi revista após exames laboratoriais indicarem possível compatibilidade com petróleo.
A realização de novos testes ocorreu após contato da família com o IFCE, responsável pelas análises iniciais da substância. Mesmo diante dos indícios técnicos, somente a ANP poderá confirmar oficialmente a natureza do material encontrado.

Dificuldades relacionadas ao abastecimento hídrico persistem na propriedade rural, segundo relato dos familiares, que continuam recorrendo à compra de água por meio de carros-pipa enquanto aguardam definição do órgão regulador. Alertas técnicos sobre riscos ambientais também foram repassados à família, indicando que perfurações realizadas sem acompanhamento adequado podem provocar contaminação do lençol freático em caso de vazamento da substância.
Recursos próprios e empréstimo bancário foram utilizados pelo agricultor para custear a perfuração inicial do poço. Uma segunda escavação chegou a ser realizada posteriormente, mas não resultou na identificação de água.
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