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Alta no preço do asfalto pode afetar obras rodoviárias no Ceará

O aumento no preço do Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), utilizado na pavimentação de rodovias, pode afetar o andamento de obras viárias no Ceará, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado do Ceará (Sinconpe).

Foto: Internet / Reprodução

De acordo com o setor, a Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), da Petrobras, aplicou um reajuste de 16,38% no insumo em Fortaleza no início deste mês. O aumento ocorreu após outra alta de 22,45% registrada em abril, fazendo com que o CAP acumulasse reajuste superior a 42% nos primeiros meses de 2026.

O material é considerado essencial para obras de pavimentação e manutenção de rodovias. Atualmente, a Superintendência de Obras Públicas do Ceará (SOP-CE) possui 26 obras rodoviárias em execução que dependem diretamente do insumo.

Segundo o presidente do Sinconpe, Dinalvo Diniz, o aumento nos custos impacta os contratos em andamento e pode comprometer a continuidade das obras caso os valores não sejam atualizados.

“Com um reajuste acumulado que já ultrapassa a marca dos 42% em um curtíssimo espaço de tempo, a situação tornou-se absolutamente insustentável para as construtoras, não há como suportar tamanho desequilíbrio. Trata-se de um evento imprevisível e de proporções significativas. Se não houver uma ação ágil do poder público para a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, certamente acontecerão as paralisações que tanto penalizam as partes envolvidas”, afirmou.

O setor defende o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos públicos, mecanismo previsto em lei para compensar variações de preços causadas por fatores externos.

O Sinconpe informou que acompanha a situação junto aos órgãos responsáveis pelos contratos e avalia os impactos financeiros provocados pelos reajustes registrados neste ano.

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