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Alunos terão educação climática na grade curricular no Ceará

O Ceará tornou-se o primeiro estado do Brasil a sancionar uma lei que inclui a educação climática no currículo das escolas estaduais. A Lei nº 18.955, sancionada pelo governador Elmano de Freitas (PT) em 31 de julho, foi anunciada publicamente nesta quinta-feira (07/08). Com essa nova legislação, o ensino sobre mudanças climáticas será incorporado de forma transversal e multidimensional nas disciplinas já existentes.

Renato Roseno (Psol), autor da proposta, destacou a importância de combater o negacionismo climático e de envolver a sociedade na transição para energias mais limpas. “Estamos vivendo sob emergência climática. O Ceará será duramente atingido. Temos que ter mais responsabilidade com a transição energética e mitigação climática. O fundamental é apresentar os conceitos e conteúdos”, comentou.

Alunos terão educação climática na grade curricular no Ceará
Foto: Aurelio Alves

Além disso, o parlamentar revelou que há um Projeto de Lei em andamento que visa reconhecer formalmente a emergência climática e estabelecer metas para a redução de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Ceará até 2050. A criação da Lei nº 18.955 foi resultado de uma colaboração entre o deputado e o núcleo cearense do The Climate Reality Project Brasil.

Thalison Correia, coordenador de Programas do The Climate Reality Project Brasil, ligado ao Centro Brasil no Clima, enfatizou a urgência de se inserir a educação climática nas escolas, especialmente diante dos crescentes efeitos da crise climática. “É uma forma de preparar a nova geração para tomar decisões informadas e responsáveis, tanto no âmbito pessoal quanto no coletivo. A escola, como um dos primeiros ambientes sociais e educativos, tem o poder de moldar perspectivas e incutir valores que respeitam e protegem o nosso planeta”, explicou.

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