Na última segunda-feira (15), o youtuber e digital influencer, Felipe Neto, foi visitado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após ter chamado o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), de “genocida”. Segundo o filho do presidente, Flávio Bolsonaro (Republicanos), o comportamento de Felipe configura como “crime contra a segurança nacional”.
Após receber intimação para comparecer à delegacia, o digital influencer defendeu sua posição em chamar o presidente de genocida, citando a posição negacionista do político, além da provocação de aglomerações, inclusive, no Ceará:
“Um presidente que chamou, reiteradamente, uma pandemia de gripezinha, que incentivou e incentiva a todos a sairem nas ruas como se nada tivesse acontecido, que provocou aglomerações em todos os momentos dessa pandemia, (…) de que outra forma eu posso chamar esse presidente?”, questiona Felipe.
https://twitter.com/felipeneto/status/1371635310526746625?s=20
Declarações:
O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou apoio ao youtuber, caracterizando a medida da Polícia Civil de “tentativa de censura e intimidação”:
Manifesto minha solidariedade a @felipeneto. Que a tentativa de intimidação e censura desse desgoverno não o impeça de continuar se manifestando livremente, como é próprio da democracia, independente de sua posição. O silenciamento é uma das armas do fascismo.
— Lula (@LulaOficial) March 16, 2021
Já o filho de Bolsonaro, Carlos, que fez a “notícia-crime” responsável pela intimação de Felipe Neto, declarou que nunca foi contra a liberdade de expressão, e que a censura é uma tática usada pela “esquerda”.
Por anos somos rotulados de tudo que há de pior. Enquanto isso a esquerda calou e cala todos sob o mantra do "combate ao discurso de ódio" mesmo a propagando descarada e diariamente. Basta provarem 1 ml do próprio veneno que viram “vítimas de autoritarismo”!
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) March 16, 2021


