
Autoridades de saúde no Brasil estão em alerta após o registro de um aumento significativo nos casos de doença de Chagas em Ananindeua, no Estado do Pará. O Ministério da Saúde classificou a situação como um surto, que se espalhou pela região metropolitana de Belém. Após o diagnóstico de dezenas de casos, quatro mortes foram confirmadas.
Os dados mais recentes mostram que, ao longo de 2025, o total de casos em Ananindeua foi consideravelmente maior do que no ano anterior. Especialistas em doenças infecciosas destacam que a forma mais comum de transmissão detectada no surto é a via oral, ou seja, a infecção ocorre pelo consumo de alimentos contaminados com o protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença.
Essa contaminação pode acontecer durante a manipulação de produtos como o açaí, especialmente quando há contato indireto com insetos vetores conhecidos como “barbeiros”, cujas fezes podem abrigar o parasita.
Doença de Chagas: prevenção e cuidados
Para reduzir o risco de contaminação, profissionais de saúde recomendam que a população consuma alimentos de origem segura e preparada de maneira adequada, com atenção às condições de higiene em todas as etapas.
Programas de capacitação, como iniciativas que treinam trabalhadores na manipulação do açaí, têm sido implementados na região para aumentar a conscientização e melhorar a qualidade dos processos de produção.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
A doença de Chagas pode se manifestar em uma fase aguda, com sintomas como febre prolongada, dor de cabeça, fraqueza e inchaço. A doença pode evoluir para uma fase crônica, que pode acarretar complicações cardíacas e digestivas ao longo da vida se não for tratada em tempo hábil.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento e acompanhamento clínico gratuitamente às pessoas diagnosticadas, visto que o diagnóstico precoce e o início do tratamento são essenciais para evitar a progressão da doença.
Apesar de o surto em Ananindeua ter chamado atenção, especialistas descartam risco de uma epidemia no Brasil. Apesar disso, a doença de Chagas ainda está presente em algumas regiões e exige vigilância constante, especialmente em localidades com infraestrutura sanitária precária.

