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Aproveite a época natalina, e monte o presépio em família

Provavelmente você nunca tenha ouvido falar, mas a “Árvore de Natal” é um ícone natalino que se desenvolveu no seio do cristianismo. São Bonifácio, no século VIII, utilizou o símbolo no contexto natalino. O santo católico realiza um apostolado de catequese com o povo druida, conhecidos por prestar reverência e culto às árvores de carvalho, que as tinham como símbolos da divindade. Inteligentemente, São Bonifácio usou outra árvore, o abeto, porque a sua forma triangular ajudava a simbolizar a Santíssima Trindade, e ainda os ramos apontavam para o céu.

Curiosidade

A contextualização pôs fim a qualquer crítica da origem pagã, transformando a árvore em um símbolo seguro de fé católica. A árvore é sinal rico na tradição cristã: Adão e Eva foram orientados por Deus a não comerem dos frutos de uma das árvores; Cristo pagou o preço da redenção crucificado em um tronco de árvore; os ramos verdes e as luzes que decoram a árvore natalina evocam o Cristo como a Luz Eterna que vem a um mundo envolto em escuridão.

Desde o século XX, o apelo comercial à árvore natalina, o ícone ainda é válido para a vinda de Cristo ao mundo, no entanto, é preciso que as famílias católicas que a decoram nesta época saibam disso, e ponham em prática.

Existem tradições cheias de significado em torno à própria montagem do presépio, que vai sendo preparado por etapas. Confira algumas dessas tradições:

Como preparar o presépio em etapas significativas

Primeiro vão sendo colocados os animais, os pastores, a manjedoura, o cenário em geral – mas sem as figuras dos protagonistas Jesus, Maria e José, nem os anjos, nem a estrela, nem os três reis.

Há famílias que só colocam no presépio as imagens da Santíssima Virgem Maria e de São José na tarde do dia 24, mas ainda sem o Menino Jesus.

A manjedoura permanece vazia até a meia-noite, quando, simbolizando o Nascimento do Filho de Deus, a imagem do Menino é finalmente ali colocada. Com o Menino Deus, também são colocados os anjos, que evocam o cântico “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”, mencionado nas Escrituras.

Juntamente com os anjos, é colocada no topo do presépio a estrela que guiou os três reis do Oriente até Belém para venerarem o Salvador: Gaspar, Melchior e Baltazar. Esses três reis representam todos os povos da terra e são figurados com as suas exóticas montarias: camelos ou mesmo elefantes.

Há quem comece a posicionar os três reis no presépio somente a partir do dia 25: inicialmente, eles estão longe da gruta, ainda a caminho, e vão sendo aproximados um pouco mais a cada dia até chegarem junto ao Menino na festa da Epifania, em 6 de janeiro.

O presépio, afinal de contas, não é um simples adorno: é uma belíssima forma visual de manifestarmos a nossa fé e a nossa oração, durante a espera e a celebração pela chegada do Salvador. Essa tradição envolve um processo, um crescimento, uma participação dinâmica da família na história mais bela de todos os tempos. É uma verdadeira catequese doméstica, especialmente para as crianças!

Resistência à secularização forçada

O influxo da secularização forçada, que desvirtuou completamente o sentido da árvore de Natal (e do próprio Natal), tem muito mais dificuldade em apagar o simbolismo explícito que está presente no presépio, já que, nele, a referência ao Salvador é direta e óbvia.

É por isso que o presépio foi sendo simplesmente “ignorado”, deixado de lado para ser aos poucos esquecido – em não poucos casos, é tratado como coisa “cafona”, de “mau gosto”… ou pior: há casos, em plena Europa “democrática” do nosso século XXI, de prefeituras que chegaram a proibir o presépio em áreas visíveis ao público a fim de não “ofender” os seguidores de outras religiões.

Seria uma pena que as famílias católicas também se deixassem levar pelo “esquecimento” do presépio. Portanto, reúna a família, principalmente as crianças, e monte o presépio. Uma verdadeira catequese familiar.

(Expresso Ceará)

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