PUBLICIDADE

Ataque deixa 13 mortos e 80 feridos

A semana que começou com a morte de três pessoas nos Estados Unidos, resultado de manifestações de extremismo de ultra-direita, continua violenta após o atentado na Espanha. Reivindicado por fundamentalistas islâmicos, o ataque de ontem deixou 13 mortes e 80 feridos em Barcelona. Os dois atos se retroalimentam como parte da mesma cultura do ódio.

Enquanto supremacistas brancos querem expulsar negros, latinos e gays do território norte-americano, numa retórica marcadamente racista e xenófoba, na Europa, ações terroristas colocam foco no debate sobre imigrantes.

No sangrento episódio de ontem, mais uma demonstração desse ciclo de terror: a rua mais famosa de Barcelona, La Rambla, na Espanha, sofreu ataque, mais um da série que vem assombrando a Europa Ocidental. Apenas no continente, foram 17 atentados desde 2015. (veja infográfico na página 17).

Motorista em uma van atropelou dezenas de pessoas. Muitas das vítimas eram turistas que passeavam no local na alta estação, verão europeu, no período das Fiestas de Gracia, quando a cidade recebe ainda mais visitantes. No domingo, 13, um motorista em Charlottesville (EUA) também atropelou uma multidão de protestantes e matou uma mulher de 32 anos.

Estado Islâmico

O grupo Daesh, mais conhecido como Estado Islâmico (EI), reclamou a autoria do atentado em Barcelona.

Os fundamentalistas indicam que as mortes na Espanha foram uma resposta à participação do país na coalizão que integra ataques contra seus paramilitares no Iraque e na Síria.

Antes do ataque, a Espanha havia passado mais de uma década livre de atentados. O último foi no metrô de Madri, quando explosões de bombas plantadas em pelo menos três estações mataram 191 pessoas. O atentado foi um dos mais devastadores da Europa.

Diante das mortes, do medo e de protestos violentos, o ódio e culto aos inimigos passam mais tempo na mídia que a tolerância. Acabam ofuscando notícias como a de ontem, de que, após movimentos pró-imigração dos próprios cidadãos, a Espanha resgatou 600 migrantes em botes no mar em 24 horas, tempo recorde.

O povo

Compartilhar: