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Bolsonaro cita possível desvio de recursos da pandemia por governadores do NE

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), participou nesta segunda-feira (22/08) da primeira de uma rodada de entrevistas com presidenciáveis no Jornal Nacional. Durante o encontro, o chefe do Executivo Nacional foi questionado sobre a crise no município de Manaus, no Amazonas, durante a pandemia.

O presidente afirmou que os cilindros de ar foram enviados ao estado e apresentou dúvidas sobre a gestão dos recursos enviados pelos governadores. “Fizemos a nossa parte […] E quando tivermos a oportunidade de investigar fraudes, aquela CPI do circo feita por Renan Calheiros […], não quiseram investigar o desvio de recursos enviados para os nove governadores do Nordeste”, afirma Bolsonaro.

O presidente disse ainda que fez tudo o que podia para evitar a crise em Manaus.

Ao decorrer da entrevista, a pandemia foi mencionada diversas vezes. Bolsonaro foi questionado se seu comportamento durante o ápice da crise (incluindo o que os jornalistas caracterizaram como apoio a medicamentos não eficazes, uma suposta posição contrária à vacinação e a oposição ao lockdown) foi recebido como “falta de solidariedade” com a população. O chefe do Executivo afirmou que mostrou sua solidariedade com a população em suas casas, conversando com pessoas que ficaram sem trabalhar por conta do fechamento do comércio.

Sobre o medicamento ineficaz, Bolsonaro diz que estava defendendo a autonomia de médicos para receitarem o que achassem ser melhor para combater o vírus. Também disse que foi a favor da vacinação e que a afirmação de que se uma pessoa se vacinar ela se tornaria um jacaré foi uma “figura de linguagem” referente ao fato da Pfizer não assumir a responsabilidade por efeitos colaterais do imunizante.

No entanto, sobre o lockdown, Bolsonaro mantém que não foi benéfico para a população, afirmando que muitas pessoas se infectaram em casa e que vários países perceberam que foi uma decisão que trouxe prejuízos.

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