PUBLICIDADE

Bolsonaro deve receber alta hospitalar na sexta-feira

Bolsonaro deve receber alta e cumprir prisão domiciliar após internação por pneumonia | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deve receber alta hospitalar na próxima sexta-feira (27), segundo informou o médico cardiologista Brasil Caiado nesta quarta-feira (25). 

De acordo com o médico, Bolsonaro apresenta evolução positiva após o tratamento de uma broncopneumonia bacteriana bilateral. “Estamos com a programação do antibiótico até amanhã, finalizando o ciclo preconizado desde o início. O raio-x realizado na noite de ontem nos deixou tranquilos, com melhora significativa no pulmão direito, que está praticamente normal, e apenas uma lesão residual no pulmão esquerdo, já esperada pela gravidade do quadro”, afirmou. 

O último boletim médico, divulgado na terça-feira (24), informou que o ex-presidente deixou a Unidade de Terapia Intensiva no dia anterior, em razão da melhora clínica. Segundo a equipe médica, ele segue em tratamento com antibióticos intravenosos, além de suporte clínico e sessões de fisioterapia respiratória e motora. 

Após a alta, Bolsonaro deverá cumprir prisão domiciliar por 90 dias, medida autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Para o médico, a decisão foi adequada. “O ambiente residencial é sempre mais favorável à recuperação do paciente”, avaliou. 

Durante a internação, Bolsonaro também relatou dores no ombro direito. Segundo Caiado, exames indicaram a necessidade de uma cirurgia, que deverá ser realizada apenas após a recuperação completa do quadro pulmonar. O médico destacou ainda que a queda sofrida pelo ex-presidente em janeiro pode ter contribuído para o agravamento da lesão. 

Nos últimos anos, Bolsonaro passou por diversas internações relacionadas a complicações de saúde, muitas delas associadas à facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. 

Prisão domiciliar 

A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo prazo inicial de 90 dias, em razão do estado de saúde do ex-presidente e da necessidade de continuidade do tratamento fora do ambiente hospitalar. 

A medida substitui a permanência em unidade hospitalar e permite que Bolsonaro cumpra a determinação judicial em sua residência, sob condições específicas. Entre elas, está a permanência obrigatória em casa, com saídas restritas a situações excepcionais, como consultas, exames ou procedimentos médicos previamente autorizados. 

A decisão também prevê a possibilidade de monitoramento eletrônico, por meio de tornozeleira, além do cumprimento de horários e regras de circulação definidos pela Justiça. Bolsonaro deverá manter endereço fixo informado ao Supremo e poderá ser fiscalizado por autoridades competentes a qualquer momento. 

Entre as restrições impostas, está a proibição de contato com outros investigados no processo, testemunhas ou pessoas relacionadas às apurações em curso. Também ficam vedadas participações em eventos públicos, manifestações ou atividades políticas durante o período da medida. 

O descumprimento de qualquer uma das condições estabelecidas poderá levar à revogação da prisão domiciliar e à adoção de medidas mais rigorosas, incluindo eventual retorno ao regime fechado ou novas determinações cautelares. 

O ministro considerou que a medida busca equilibrar a necessidade de preservação da saúde do ex-presidente com a garantia do cumprimento das determinações judiciais e o andamento das investigações no âmbito do STF. 

WhatsApp
Facebook
Twitter
Telegram
Imprimir