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Brasil acumula quase 700 mil empregos com carteira assinada em 2026

O Brasil criou 85.888 vagas de emprego com carteira assinada em abril de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quinta-feira (28/05) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é fruto de 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos registrados no período.

Com o desempenho de abril, o país acumula saldo positivo de 699.762 postos formais de trabalho entre janeiro e abril deste ano, o que representa crescimento de 1,5% em relação ao estoque de empregos existente em dezembro de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, entre maio de 2025 e abril de 2026, foram geradas 1.059.860 vagas, alta de 2,3%.

O setor de Serviços liderou a geração de empregos formais em abril, com abertura de 69.601 postos de trabalho, equivalente a um crescimento de 0,3%. Na sequência aparecem a Construção, com saldo positivo de 23.525 vagas (+0,8%), e a Indústria, que registrou criação de 9.256 empregos (+0,1%).

Brasil acumula quase 700 mil empregos com carteira assinada em 2026
Foto: Reprodução

Do total de postos criados em abril, 85,32% foram classificados como empregos típicos. Já as modalidades não típicas responderam por 14,68% das vagas abertas, principalmente contratos de até 30 horas semanais (+22.028) e programas de aprendizagem (+8.772).

Divisão por setores

No acumulado de 2026, o setor de Serviços também concentra o maior volume de geração de empregos, com saldo de 451.996 vagas formais, crescimento de 2%. O desempenho foi impulsionado, sobretudo, pelas áreas de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que somaram 172.306 postos, além das atividades de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, responsáveis por 161.216 vagas.

A Construção Civil acumula criação de 143.547 empregos no ano, com destaque para os segmentos de Construção de Edifícios (+56.857) e Obras de Infraestrutura (+46.009). Já a Indústria registra saldo positivo de 124.085 postos formais, puxado principalmente pelo processamento industrial do fumo (+12.341), fabricação de produtos alimentícios (+11.776) e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+11.539).

Brasil acumula quase 700 mil empregos com carteira assinada em 2026
Foto: Reprodução

A Agropecuária também apresentou resultado positivo no acumulado do ano, com geração de 6.760 vagas. Entre as atividades com melhor desempenho estão o cultivo de café (+6.240), maçã (+5.003) e alho (+3.535).

O Comércio foi o único grande grupamento econômico a apresentar saldo negativo em 2026, com fechamento de 26.614 postos de trabalho. As maiores perdas ocorreram no comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (-31.998) e no varejo de calçados e artigos de viagem (-11.004).

Recorte por estados

Entre os estados, São Paulo lidera a geração de empregos no acumulado do ano, com saldo de 202.374 vagas, seguido por Minas Gerais (+78.640) e Santa Catarina (+63.006). Já os menores resultados foram registrados em Roraima (+1.430), Rio Grande do Norte (+242) e Alagoas, que teve saldo negativo de 12.185 postos.

Em termos proporcionais, Goiás registrou o maior crescimento relativo na geração de empregos em 2026, com alta de 2,8%. Em seguida, Amapá (+2,6%) e Santa Catarina (+2,5%).

Salários

Em relação aos salários, o rendimento médio real de admissão em abril foi de R$ 2.386,56, acima do registrado em março, quando o valor ficou em R$ 2.369,88. A diferença foi de R$ 16,68. Na comparação com abril de 2025, o aumento real chegou a R$ 42,21, equivalente a alta de 1,8%.

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Foto: Reprodução

Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio de admissão ficou em R$ 2.429,79, valor 1,8% superior à média geral. Já os trabalhadores não típicos receberam, em média, R$ 2.047,86, quantia 14,2% inferior ao rendimento médio total.

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