A Notícia do Ceará
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Brasil assume liderança mundial na exportação de algodão

Pela primeira vez, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior exportador mundial de algodão. A meta, inicialmente prevista para 2030, foi alcançada antes do término da safra 2023/2024, que se estende de julho de 2023 a junho de 2024. As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Embora a liderança possa não se manter no próximo ciclo de 2024/25, a expectativa é que Brasil e Estados Unidos continuem próximos no topo do ranking de exportação. De acordo com a Abrapa, o Brasil deverá colher aproximadamente 3,7 milhões de toneladas de algodão beneficiado nesta safra, com exportações previstas de cerca de 2,6 milhões de toneladas. Apesar do início acelerado da colheita, cerca de 60% da produção já foi comercializada.

Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa, ressaltou que a liderança mundial no fornecimento de algodão é um marco histórico, mas não era um objetivo imediato. Segundo o gestor, o trabalho é contínuo para aprimorar os processos, aumentar a qualidade, rastreio e sustentabilidade, o que consequentemente melhora a eficiência. Ele destacou ainda que, há pouco mais de duas décadas, o Brasil era o segundo maior importador mundial de algodão.

Brasil assume liderança mundial na exportação de algodão
Foto: Reprodução

O crescimento da produção de algodão no Brasil apresenta desafios para a indústria têxtil nacional, cujo consumo tem se mantido entre 700 mil e 750 mil toneladas de pluma nos últimos anos. Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), enfatizou a necessidade de aumentar a produção de fios e tecidos no país para 1 milhão de toneladas anuais.

Pimentel apontou ainda que é fundamental estimular o consumo no ponto de venda para enfrentar a concorrência desleal de importações de países com custos mais baixos, menos impostos e juros mais competitivos. “Não é uma agenda simples, mas acredito que podemos focar em sustentabilidade, respeito ao meio ambiente, energia limpa e certificação”, declarou.

Nesse cenário, a Abrapa e a Abit estão discutindo estratégias para fortalecer a indústria têxtil brasileira. O objetivo é não apenas aumentar a produção interna, mas também melhorar a competitividade e sustentabilidade do setor, garantindo que o Brasil não apenas mantenha sua liderança na exportação de algodão, mas também amplie seu mercado interno.

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