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Brasil avança e passa a constar na lista de países com “muito alto desenvolvimento”

O Brasil atingiu, pela primeira vez na história, o patamar de “muito alto desenvolvimento humano”. O cenário se tornou conhecido após a divulgação dos dados do “Radar IDHM 2024”, publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). De acordo com o estudo, o Brasil avança:  o país alcançou índice de 0,805 no último ano analisado pelo levantamento.

Assim, a pesquisa aponta que o avanço foi impulsionado principalmente por políticas públicas voltadas à Educação, geração de renda e inclusão social. Entre os fatores citados está políticas públicas como o Bolsa Família, apontado como uma das iniciativas responsáveis por ampliar a permanência de crianças e adolescentes nas escolas.

“O resultado não é coincidência, mas reflexo de escolhas políticas consistentes e coordenadas”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do avanço, o chefe do Executivo destacou que ainda existem desafios ligados às desigualdades regionais, raciais e de gênero.

Brasil avança – critérios para o reconhecimento

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal avalia critérios ligados à educação, renda e longevidade em uma escala de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento. De acordo com o relatório, a Educação foi a área que apresentou maior crescimento médio anual entre 2012 e 2024. 

Já a longevidade recuperou perdas provocadas pela pandemia e alcançou o maior patamar da série histórica, com índice de 0,86. A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD Brasil, Betina Barbosa, destacou o impacto de políticas sociais sobre os indicadores da Educação.

“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola”, afirmou.  O levantamento também mostrou redução gradual das desigualdades raciais.

Entre 2012 e 2024, o desenvolvimento humano da população negra cresceu 10,3%, enquanto o avanço entre a população branca foi de 5,5%. Os maiores avanços proporcionais ocorreram em Estados do Nordeste: Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte lideraram o crescimento do IDHM no período analisado.  Já o Distrito Federal apresentou o maior índice do país em 2024, com 0,866.

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