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Brasil pode ter aumento de 47% nas mortes causadas pela poluição do transporte até 2050

A poluição do ar provocada pelo transporte rodoviário já representa uma ameaça global à saúde pública.

Um estudo do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) aponta que, atualmente, uma pessoa morre prematuramente a cada 45 segundos em decorrência da exposição aos poluentes emitidos por carros, ônibus e caminhões.

O levantamento também revela outro dado preocupante: a cada dois minutos, um novo caso de asma infantil é registrado no mundo associado à poluição gerada pelo transporte.

Segundo o estudo, divulgado por especialistas da área ambiental, o cenário pode se agravar nas próximas décadas. Caso os países não acelerem a transição para veículos elétricos e tecnologias de menor emissão, o número de mortes prematuras relacionadas à poluição do transporte pode crescer 74% até 2050.

No Brasil, a projeção também acende um alerta. A estimativa é de que os óbitos associados à poluição do transporte rodoviário aumentem 47% nos próximos 25 anos se medidas mais rápidas de redução das emissões não forem adotadas.

O impacto não está apenas na emissão de gases que contribuem para as mudanças climáticas. A poluição gerada pelos veículos também está diretamente relacionada ao aumento de doenças respiratórias e cardiovasculares, afetando principalmente crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.

Para pesquisadores, a eletrificação da frota, a ampliação do transporte coletivo de qualidade e a adoção de políticas para reduzir emissões são medidas consideradas fundamentais para evitar um agravamento do problema.

O desafio, segundo o estudo, é transformar a mudança tecnológica em uma estratégia de saúde pública. Afinal, a poluição do transporte deixou de ser apenas uma questão ambiental e passou a representar um dos grandes desafios para a qualidade de vida nas cidades.

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