Entre 2022 e 2023, o Brasil conseguiu reduzir em 40% a taxa de extrema pobreza, impulsionado por diversos fatores, com destaque para o Norte e Nordeste. Entre eles, o aumento real do rendimento médio dos trabalhadores, a diminuição da taxa de desemprego e a retomada de políticas sociais efetivas. Os dados são do relatório de 2024 do Observatório Brasileiro das Desigualdades, que também observou uma redução de 20% no desemprego.
O rendimento médio real dos trabalhadores aumentou 8,3%, com um crescimento maior entre as mulheres (9,6%) em comparação aos homens (7,7%). A região Norte liderou com a maior redução percentual de extrema pobreza, atingindo 45,1%. Essa região também registrou a maior diminuição na taxa de desocupação, com uma queda de 21,7%, e o maior aumento no rendimento médio da população, que cresceu 11,34%.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já havia identificado uma redução de 27,5% na taxa de pobreza entre 2022 e 2023. Em termos absolutos, mais de 8,5 milhões de brasileiros saíram da pobreza no ano passado, com registros de melhora em 26 das 27 Unidades Federativas.
Adicionalmente, o Relatório das Nações Unidas sobre o Estado da Insegurança Alimentar Mundial (SOFI 2024), divulgado em julho, indicou uma queda de 85% na insegurança alimentar severa no Brasil durante o ano de 2023. Segundo o levantamento, houve uma melhora nas condições de vida da população em situação de vulnerabilidade.
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