O Ministério da Saúde registrou 1.655.644 casos prováveis e 1.793 mortes por dengue em 2025, segundo dados do painel de monitoramento de arboviroses da pasta, atualizados até 24 de fevereiro de 2026.

Os números representam uma redução de quase 75% nos casos e de 71% nas mortes em comparação com 2024, quando o país enfrentou o pior cenário da doença já registrado: foram 6.563.561 casos e 6.321 óbitos. À época, o volume de infecções provocou forte pressão sobre o sistema de saúde, especialmente durante o período mais chuvoso, entre novembro e maio, quando tradicionalmente há aumento nas notificações.
Em 2024, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de críticas da oposição em razão de cortes nos recursos destinados a campanhas de prevenção.
Vacina
Em meio ao cenário de enfrentamento da doença, a primeira vacina contra a dengue de dose única produzida integralmente no Brasil começou a ser aplicada em janeiro de 2026. O imunizante foi desenvolvido pelo Instituto Butantan e, neste primeiro momento, é destinado à população de 15 a 59 anos, além de profissionais da atenção primária que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
O estudo sobre a eficácia da vacina foi publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas. Segundo o Instituto Butantan, o imunizante demonstrou capacidade de reduzir a quantidade de vírus em pessoas infectadas e manter proteção contra diferentes genótipos em circulação no país.
A vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em novembro de 2025, após análise de cinco anos de acompanhamento de 16 mil voluntários. Entre pessoas de 12 a 59 anos, faixa etária indicada pela agência reguladora, a eficácia geral foi de 74,7%, chegando a 91,6% nos casos de dengue grave.


