O Brasil possui cerca de 195,9 mil profissionais que atuam nas áreas de tecnologia da informação e infraestrutura, segundo levantamento da Serasa Experian. Do total identificado na base proprietária da datatech, 32% têm renda mensal acima de R$ 10 mil, o que reflete diferentes estágios de carreira dentro do setor.
Os dados dialogam com o cenário do mercado formal de trabalho. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e outubro de 2025, as atividades de serviços de tecnologia da informação registraram um estoque mensal de 648.971 vínculos empregatícios ativos no país.

Em relação à capacidade financeira, o estudo indica que 22,8% dos profissionais de TI possuem potencial de pagamento superior a R$ 5 mil, enquanto 32% apresentam capacidade de até R$ 1 mil. A distribuição evidencia a diversidade de perfis econômicos dentro do setor.
A análise demográfica mostra que a maior parte desses profissionais está concentrada nas faixas etárias de 29 a 38 anos, que representam 37,5% do total, e de 39 a 48 anos, com 34%. O levantamento também aponta predominância masculina, com 79,4% dos profissionais identificados como homens, enquanto as mulheres representam 19,8%.
O estudo revela ainda alta familiaridade com o ambiente digital. Segundo a Serasa Experian, 93,6% dos profissionais de TI demonstram afinidade com compras online e utilizam com frequência serviços digitais como plataformas de streaming, marketplaces e fintechs.
No mercado de crédito, o grupo apresenta indicadores considerados positivos. Mais de 63% dos profissionais de TI possuem score acima de 600, faixa associada a menor risco. Desse total, 32,3% estão na classificação considerada excelente, entre 801 e 1000 pontos, percentual superior à média nacional, que é de cerca de 14%.

