O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou, em entrevista coletiva na manhã deste sábado (07/03), em Crateús, que deve se desincompatibilizar do cargo para se engajar nas campanhas eleitorais. Segundo Camilo, o próprio presidente Lula teria feito o pedido. No Ministério, diante das várias atividades inerentes ao cargo, não poderia se dedicar mais ativamente às campanhas à reeleição de Lula e do governador Elmano de Freitas (PT).
Sobre a aliança com o senador Cid Gomes (PSB), Camilo disse que continua firme e que Cid “é um grande companheiro”.

Na campanha eleitoral de 2026, ele disse que será possível mostrar tudo que o atual governo tem feito pelo Ceará. Do outro lado, ele questiona o que os que estão na oposição já fizeram pelo povo cearense. “A gente pergunta o que foi feito por o governo passado no Ceará e no Brasil. Eu estou andando o Brasil inteiro e é a mesma coisa, se vocês mostrarem uma obra, uma ação, uma política do governo passado, do governo Bolsonaro, você não vai encontrar”, declarou. “Então, essa turma que está do lado de lá é que representa esse projeto”, completou.
Camilo lembra que o grupo que está junto com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), é o mesmo que se juntou a André Fernandes (PL), em 2024, para tentar derrotar Evandro Leitão (PT), na disputa pela prefeitura de Fortaleza.
A diferença entre os grupos, na avaliação de Camilo Santana, é que o Governo do PT tem como mostrar tudo o que tem sido feito em prol do povo. “Então, nós vamos mostrar isso, mostrar as diferenças de que é esse governo que trabalha, que não para, que trabalha e que entrega, para que a população do Ceará possa fazer a sua avaliação”, comparou.
Camilo também está confiante que a Federação União Progressista deve apoiar a reeleição do governador Elmano de Freitas. ”Com a federação, ficaram cinco parlamentares da União e do PP. Três querem apoiar o Elmano, que é o Moses (Rodrigues), a Fernanda Pessoa e o AJ Albuquerque”, lembrou o ministro. Com a saída de Danilo Forte do União, sobrou apenas a deputada federal Dayanne Bittencourt na oposição. “Então, a gente espera que o partido respeite a vontade da maioria dos seus parlamentares e tem dialogado muito isso”, ressaltou.


