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Camilo Santana atuará como cabo eleitoral de Elmano e Lula no Ceará

Foto: Reprodução

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), declarou nesta segunda-feira (12), em Brasília, que vai atuar para a reeleição do presidente Lula (PT) e do governador Elmano de Freitas (PT), respectivamente, à Presidência da República e ao Governo do Ceará. Dessa forma, ele avalia deixar o ministério em março para reassumir o mandato no Senado, para o qual foi eleito em 2022, e poder se dedicar integralmente à campanha eleitoral de 2026. No entanto, a decisão ainda não foi debatida com o presidente Lula, a quem diz ser muito grato.

O atual ministro da Educação, durante café com jornalistas para apresentação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), afastou a possibilidade de disputar o Governo do Estado, como muitos vinham especulando, já que seu nome seria considerado mais competitivo que o de Elmano para enfrentar uma eventual candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Palácio da Abolição.

Camilo afirmou que pode retornar ao cargo de senador para ter maior presença no Ceará e assegurar a reeleição do governador Elmano de Freitas:

“Poderei voltar para me dedicar, porque vocês sabem que o papel de ministro é no Brasil inteiro, para não deixar o Estado retroceder de todos os avanços conquistados. O país não pode retroceder, claro que tem muitos desafios”.

Com a saída do ministério, ele ficaria mais disponível para circular pelos 184 municípios cearenses ao lado de Elmano.

O ministro ressaltou que o Ceará vem recebendo o maior volume de investimentos e empreendimentos estruturantes de sua história, o que reforça a relevância de manter o atual projeto político, que define como uma relação federativa de “respeito”. Camilo também fez críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao recordar o período em que administrou o Estado: “sei como fui tratado no governo passado”.

Em relação ao MEC, afirmou que o Ministério conta com uma equipe técnica e política qualificada e que sua eventual saída não comprometerá as ações já programadas:

“Eu não tenho dúvida de que a minha saída ou não jamais vai afetar o encaminhamento, o andamento das ações”.

Camilo disse, na entrevista, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, um dos 12 ministros que devem permanecer no governo, que sua equipe elabora um balanço para apresentar os resultados até março próximo. Na ocasião, destacou indicadores como os avanços na alfabetização das crianças, a redução da evasão escolar, os estudos para a universalização do programa pé-de-meia, a ampliação da conectividade, entre outros. O PT governa o Ceará desde 2015.

Descompatibilização

Os ministros que pretendem concorrer a cargos eletivos devem deixar suas funções até 4 de abril, e o presidente Lula tem incentivado esse movimento. O nome de Camilo Santana também foi citado na imprensa como possível substituto de Rui Costa na Casa Civil, já que o atual ministro pretende deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado pela Bahia.

A expectativa é que as exonerações ocorram de maneira gradual ao longo do primeiro trimestre, com substituições simultâneas. A orientação do presidente é evitar descontinuidade administrativa e garantir que os novos titulares permaneçam nos cargos até o fim do mandato.

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