A estimativa é de que mais de 53 mil brasileiros sejam diagnosticados com câncer colorretal por ano até 2028, de acordo com projeção do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença apresenta alta incidência no Brasil e no mundo, o que reforça a importância do rastreamento precoce para aumentar as chances de resposta ao tratamento.
Mesmo podendo evoluir de forma silenciosa, o câncer colorretal costuma apresentar elevada taxa de cura quando identificado nas fases iniciais. Entre os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da doença estão obesidade, sedentarismo e uma alimentação pobre em fibras.
O que é e quais os fatores de risco?
Caracterizado como um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, o câncer colorretal atinge principalmente as regiões do cólon e do reto. Este é um dos tipos de câncer mais frequentes entre homens e mulheres, chamando atenção tanto pela elevada incidência quanto pelo risco de se tornar fatal quando diagnosticada em estágios avançados.

Diversos fatores podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento do câncer colorretal. Entre os principais estão tabagismo, obesidade, sedentarismo, doença inflamatória intestinal, consumo frequente de alimentos embutidos ou conservas, histórico familiar da doença e síndromes genéticas, como polipose adenomatosa familiar e síndrome de Lynch. Além disso, a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e o baixo consumo de fibras também podem influenciar no risco.
Sintomas
Nas fases iniciais, o câncer colorretal tende a não apresentar sintomas evidentes. Por esse motivo, os especialistas reforçam que o rastreamento é fundamental para detectar a doença antes do aparecimento de sinais.
Com a progressão do quadro, alguns sintomas podem surgir. Entre eles estão sangramento nas fezes, episódios de constipação ou diarreia e presença de massa abdominal. Em pessoas com mais de 40 anos também pode ocorrer anemia por deficiência de ferro.
Quem deve fazer o exame?
A realização da colonoscopia é recomendada para pessoas a partir dos 45 anos que não apresentem histórico familiar da doença ou síndromes genéticas associadas ao câncer colorretal. Nos casos em que há registros da doença na família, a orientação médica é antecipar o início do rastreamento para aumentar as chances de diagnóstico precoce.

Após a primeira colonoscopia, o exame pode ser repetido em um intervalo de cinco a dez anos. Para isso, é preciso que o resultado esteja normal ou apresente apenas alterações benignas.
Prevenção
A adoção de um estilo de vida saudável também é considerada uma medida importante para reduzir o risco da doença. Entre os hábitos recomendados pelo especialista estão manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, evitar o tabagismo e realizar o rastreamento por colonoscopia
Casos
Embora a incidência seja maior entre pessoas idosas, o câncer colorretal também pode ocorrer em pacientes mais jovens. Em especial, a partir dos 40 anos de idade.
O aumento de diagnósticos em pacientes mais jovens, inclusive, é uma tendência observada em diferentes países, principalmente por conta das mudanças no estilo de vida. O sobrepeso, a obesidade, o sedentarismo e o consumo elevado de alimentos industrializados também são fatores que contribuem para esse cenário.
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