Um levantamento do Instituto Locomotiva aponta que quase quatro em cada dez pacientes que utilizam as chamadas canetas emagrecedoras já adquiriram o medicamento sem prescrição médica, seja por meio da internet ou em compras realizadas no exterior. O estudo também revela que 76% dos brasileiros percebem que o produto está se tornando mais acessível ao longo do tempo.
A pesquisa indica ainda que, apesar do interesse, o alto custo e as contraindicações médicas continuam sendo os principais entraves ao uso. Entre as pessoas que demonstram vontade de utilizar o medicamento, 68% afirmam que a combinação de preços mais baixos e facilidade de acesso aumentaria a probabilidade de adesão. Na análise do presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, o tema ganhou espaço no cotidiano da população.

“Quem teve experiência tende a avaliar de forma positiva e a recomendação aparece como termômetro social de confiança, mas o preço ainda é o principal freio e isso define quem entra e quem fica de fora. Se essa barreira for derrubada, o uso tende a crescer com força”, comenta.
Enquanto o acesso não se amplia de forma mais ampla, parte dos consumidores busca alternativas para antecipar o uso. Para isso, recorrem à compra sem receita médica, inclusive em plataformas online ou no exterior.
Metodologia
De caráter quantitativo, o levantamento foi realizado pela internet, com questionário de autopreenchimento. Ao todo, 1.004 pessoas participaram da pesquisa entre os dias 3 e 9 de fevereiro deste ano.
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