Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em setembro, 30% dos consumidores com dívidas no cartão de crédito utilizam o recurso para comprar itens essenciais, como alimentos, roupas e calçados. Em relação à educação, 70% dos entrevistados afirmaram nunca pagarem despesas dessa área com o cartão, enquanto apenas 9% disseram que utilizam essa forma de pagamento com frequência.
Entre os que estão endividados, 67% não empregam o cartão para pagar serviços essenciais, como contas de energia elétrica, água e esgoto ou telefonia, e somente 11% o utilizam com frequência para esses fins. Quando se trata de saúde e higiene pessoal, 52% relataram que nunca usam o cartão de crédito para despesas com planos de saúde, medicamentos ou exames. Enquanto outros 17% afirmaram que o utilizam frequentemente.

Em termos de compras de móveis e eletrodomésticos, 39% dos entrevistados disseram que nunca utilizam o cartão de crédito, enquanto 26% afirmaram usar essa opção para esses tipos de aquisições. Para vestuário e calçados, 30% dos consumidores indicaram um uso frequente do cartão, enquanto 34% mencionaram que nunca o utilizam nessa categoria. Além disso, 30% dos participantes relataram usar o cartão com frequência para compras em supermercados e refeições fora de casa, em contraste com 36% que nunca utilizam essa forma de pagamento para esses fins.
José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, alertou que a dependência do cartão de crédito, especialmente para gastos cotidianos, pode aumentar o risco de inadimplência. “O crédito tem um papel fundamental para impulsionar o varejo, mas o aumento da taxa Selic tem encarecido o acesso, tanto para os consumidores quanto para as empresas. É essencial que o mercado encontre um equilíbrio, pois a restrição de crédito pode impactar negativamente a economia nacional”, comentou.
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