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Cartão de crédito pressiona finanças de pequenos negócios, diz Sebrae

O uso recorrente do cartão de crédito tem se tornado um fator de pressão sobre as finanças de microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Com juros do crédito rotativo superiores a 450% ao ano, a modalidade figura hoje como o segundo serviço financeiro mais utilizado pelos empreendedores no Brasil.

O dado integra a pesquisa Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). O levantamento ouviu mais de 6,2 mil empreendedores de diferentes setores, em todas as regiões do país.

Entre os meios de pagamento analisados, os boletos bancários apresentaram o maior crescimento no período entre 2022 e 2025, passando de 27% para 46% de utilização. Na sequência aparece o cartão de crédito, que se manteve estável em 43%. Já o uso de empréstimos bancários subiu de 35% para 39%, enquanto o financiamento de bens e equipamentos avançou de 35% para 42%.

Cartão de crédito pressiona finanças de pequenos negócios, diz Sebrae
Foto: Reprodução

Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, o cartão de crédito pode ser um aliado da gestão financeira quando utilizado de forma planejada. No entanto, o problema surge quando a ferramenta passa a ser usada como alternativa de financiamento.

“Para o empreendedor, isso gera um ciclo de aperto no caixa: ele usa o cartão para cobrir uma necessidade imediata, mas depois enfrenta parcelas que sufocam o fluxo de caixa do mês seguinte”, explicou.

Dicas

O Sebrae orienta que o cartão de crédito seja utilizado com cautela pelos pequenos empreendedores, priorizando situações em que haja planejamento financeiro e capacidade de pagamento definida. Entre as recomendações estão o controle do limite utilizado, a quitação integral da fatura sempre que possível e a evitação do crédito rotativo, que concentra algumas das taxas de juros mais elevadas do mercado. O uso do cartão deve estar vinculado a despesas pontuais e previsíveis ao invés da cobertura recorrente de falta de capital de giro.

Outra orientação é avaliar, antes da contratação de parcelamentos ou financiamentos, se o impacto das parcelas é compatível com o fluxo de caixa do negócio. Linhas de crédito com juros menores e prazos adequados tendem a oferecer maior previsibilidade financeira e menor risco de endividamento excessivo.

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